Por iniciativa da vereadora Michelly Alencar (União Brasil), a Câmara Municipal de Cuiabá reuniu, na última quarta-feira (27/8), representantes do setor produtivo, acadêmicos, especialistas e lideranças para discutir o cronograma de implantação, os processos de licenciamento e os impactos econômicos da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo.
Durante o encontro, os participantes defenderam a expansão dos trilhos até a capital como medida estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso.
Na abertura dos trabalhos, Michelly Alencar destacou a importância da ferrovia para a economia e para a logística do Estado.
“A ferrovia não é apenas um caminho para tirar a safra de Mato Grosso, é o nosso principal corredor de desenvolvimento. Cada novo quilômetro de trilho representa mais empregos, custos menores para o cidadão e a oportunidade de transformar Cuiabá em um grande polo industrial e de conexões logísticas”, declarou a vereadora.
Durante o debate, foram abordados os gargalos enfrentados por Mato Grosso no transporte de cargas, a elevada dependência do modal rodoviário e as vantagens competitivas do transporte ferroviário. Entre os benefícios apontados estão a possibilidade de redução dos custos do frete de longa distância, a diminuição de acidentes nas rodovias e a menor emissão de poluentes.
Também foram apresentadas informações sobre as etapas de implantação da ferrovia, os processos de licenciamento junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) e a previsão contratual para a instalação de um terminal multimodal em Cuiabá.
*Ferrovia como vetor de desenvolvimento*
O presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, ressaltou o potencial da infraestrutura ferroviária para impulsionar o desenvolvimento urbano e econômico da capital.
“O terminal ferroviário de Cuiabá é um indutor de desenvolvimento sem precedentes. Ele vai acelerar transformações que levariam décadas, mas, para isso, precisamos do engajamento de toda a sociedade e do poder público reunidos nesta pauta”, afirmou.
O presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), Domingos Kennedy, destacou os possíveis impactos da chegada dos trilhos para o Distrito Industrial.
“Com a linha chegando à região do Distrito Industrial, temos o potencial de dobrar a arrecadação de impostos e atrair dezenas de novas indústrias, reaquecendo a economia de toda a Baixada Cuiabana”, afirmou.
Já o coordenador do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Leonardo Zardo, destacou o ganho de competitividade proporcionado pela redução dos custos logísticos.
“Reduzir o Custo Mato Grosso é fundamental. A ferrovia na capital aproxima os insumos do maior centro consumidor do Estado, o que significa geração de renda na ponta e produtos mais acessíveis nos supermercados”, explicou.
O representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (SindusCon-MT), Jorge Antônio Pires de Miranda, também ressaltou a importância da ferrovia para o setor.
“Trazer insumos pesados pelo modal ferroviário vai baratear o custo da construção e viabilizar novos investimentos habitacionais e de infraestrutura na nossa região”, afirmou.
*Atuação parlamentar*
Durante o encontro, Michelly Alencar apresentou os principais eixos de sua atuação parlamentar em defesa da expansão ferroviária até Cuiabá. Entre as medidas estão a articulação para adequação do Plano Diretor, o acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental e a cobrança pelo cumprimento do cronograma de implantação.
