O requerimento para a criação da CPI da Oi na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) alcançou 7 assinaturas e está a apenas um voto de atingir o quórum mínimo de 8 assinaturas necessário para a leitura em Plenário e instalação oficial do colegiado.
A pressão pela CPI aumentou após a ação da Polícia Federal deflagrada em agosto de 2026, autorizada pelo STF. O foco central apura um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a um acordo de débitos e créditos tributários envolvendo o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi S.A
Deputados da base governista alertam para o risco de o instrumento perder o foco técnico e virar um palanque a poucos dias das eleições. Parlamentares ponderam que, com a Polícia Federal e o STF já atuando com quebras de sigilo e mandados de busca, o caso já possui profunda apuração federal.
Em matéria publicada pelo Site de Noticia Folhamax, o deputado Júlio Campos (União Brasil) questiona o alcance prático de uma CPI conduzida de forma paralela ao inquérito policial e às vésperas do recesso parlamentar.
“Já está mais do que investigado. Porque quando a Polícia Federal bate no ‘toc-toc’ da sua porta, é porque já está com muito conteúdo, muito estudo, muita quebra de sigilo e descoberto muita coisa”, finalizou.
Se por um lado, as observações do deputado se baseiam numa análise racional do andamento das investigações da PF, convém lembrar que a conclusão da maioria das CPIs acabam dando em nada, para atender conveniências do poder político e interesses econômicos de grupos poderosos, o que tem transformado a Assembleia Legislativa num poder omisso em relação às suas obrigações enquanto poder fiscalizador dos interesses da sociedade.

