O impacto da operação da PF tem potencial para influenciar o cenário político e eleitoral no estado. A deflagração da Operação Heritagepela Polícia Federal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu diretamente o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) e aliados como o deputado federal Fábio Garcia, candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta.A campanha ingressou num período decisivo, a cerca de 60 dias das eleições, curto período o que potencializa o desgaste de imagem junto à opinião pública, e dá munição imediata para os adversários políticos nos debates e no horário eleitoral.
Como Fábio Garcia, alvo da operação da PF, compõe a chapa majoritária ao governo ao lado de Otaviano Pivetta (Republicanos), o grupo governista enfrenta o desafio de blindar a campanha executiva estadual dos desdobramentos das investigações sobre o acordo de R$ 308 milhões com a Oi.
Além desse aspecto, o STF impôs restrições severas, incluindo o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões, quebra de sigilos fiscal e bancário, e retenção de passaportes de investigados, mantendo o caso em evidência na imprensa.
Defesa de Mauro Mendes
O ex-governador negou veementemente qualquer irregularidade, classificou a operação como uma "denúncia fabricada" articulada por adversários políticos com objetivos estritamente eleitorais e afirmou que o acordo com a operadora seguiu os trâmites legais e gerou economia aos cofres públicos.
Posicionamento da PGE
A Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso declarou publicamente que confia nas investigações da Polícia Federal e que colaborará integralmente com os esclarecimentos necessários


