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Política Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026, 08:07 - A | A

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026, 08h:07 - A | A

Inadimplência avança: 73,3 milhões de brasileiros afogados nos juros elevados

Volume representa 43,88% da população adulta brasileira, aponta Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas

Da Redação

O Brasil passou 2025 praticando um dos maiores juros reais do mundo, com as consequências disso se expressando nos dados de inadimplência da população brasileira neste início de ano.

O Indicador de Inadimplência, divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, mostra que, em janeiro, 73,3 milhões de brasileiros estavam inadimplentes – o pior número da série histórica, segundo a pesquisa divulgada no último 12 de fevereiro, representando 43,88% da população adulta brasileira.

A Selic (taxa básica de juros), mantida a 15% ao ano, espreme o orçamento das famílias, encarece dívidas e impossibilita que a população mantenha seus vencimentos em dia.

“Preocupa o crescimento acentuado das dívidas de longo prazo. Isso indica que não estamos lidando apenas com um descompasso momentâneo, mas com uma dificuldade estrutural de reabilitação desses consumidores. Com 52,71% dos jovens adultos (30 a 39 anos) inadimplentes, estamos comprometendo a produtividade e o poder de compra da parcela mais ativa da nossa força de trabalho. Sem uma reversão dessa curva, o consumo das famílias continuará operando sob cautela, limitando o crescimento econômico sustentável para o restante do ano”, destacou em nota o presidente da CNDL, José César da Costa.

A pesquisa também expõe a quem a população mais deve: o setor financeiro, autorizado a cobrar juros tão abusivos quanto a sua referência estipulada pelo Banco Central.

Em termos de participação, os bancos concentram 65,59% do total de dívidas em atraso. Na sequência, aparece Água e Luz (11,00%); Outros, com 9,14%; e o Comércio, com 8,84% do total de dívidas.

Em janeiro de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 4.898,02. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,26 empresas credoras”, explica a CNDL em nota.

Observando os dados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,33%, seguido pelo Sudeste (8,89%), Norte (8,70%), Centro-Oeste (7,42%) e Nordeste (7,06%).

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