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Política Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 07:59 - A | A

Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 07h:59 - A | A

Mauro Mendes critica RGA prometida por Wellington e reacende debate sobre servidores

Governador reage à proposta de pagar RGA e gera críticas ao comparar medida com cenário fiscal da gestão Pedro Taques.

Da Redação

A reação do governador Mauro Mendes (União) à proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais provocou críticas e reacendeu o debate sobre a política salarial do funcionalismo público em Mato Grosso.

Durante evento de entrega de mais de 200 casas no bairro Pedra 90, em Cuiabá, Mauro questionou a viabilidade da proposta e sugeriu que a medida poderia levar o Estado a um cenário de crise fiscal semelhante ao enfrentado durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSB).

Na terça-feira, Wellington Fagundes afirmou que, caso dispute e vença a eleição para o Governo do Estado, pretende pagar a RGA aos servidores, argumentando que se trata de uma dívida que precisa ser honrada pelo poder público.

Ao comentar a proposta, Mauro Mendes adotou um tom duro e criticou políticos que defendem aumento de despesas.

“Olha, eu acho engraçado alguns políticos, né, que eles querem reduzir receita e aumentar despesa. Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. Pedro Taques quebrou. Ele está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques, vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Quer ser um Pedro Taques 2? É o caminho que ele está propondo”, declarou.

A fala do governador gerou reação entre servidores e lideranças políticas que defendem a recomposição salarial, considerada por sindicatos uma obrigação constitucional e uma dívida acumulada ao longo de anos.

Mauro também citou propostas relacionadas à arrecadação estadual, argumentando que a combinação entre redução de receitas e aumento de despesas poderia comprometer as contas públicas.

“Eu já vi um aí que propôs acabar com o Fethab. Tira três bilhões de arrecadação. Aí dá RGA e põe quatro bilhões de despesa. No segundo ano Mato Grosso está quebrado”, afirmou.

Apesar da crítica, a cobrança pela RGA continua sendo uma das principais pautas do funcionalismo público estadual. Categorias alegam que a recomposição salarial não representa aumento real de salário, mas apenas a reposição das perdas inflacionárias acumuladas.

Com o avanço do debate eleitoral em Mato Grosso, o tema tende a ganhar ainda mais espaço nas discussões políticas, especialmente entre pré-candidatos ao Governo do Estado que buscam apoio do funcionalismo público.

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