Reprodução

À direita, Mauro Mendes candidato ao Senado, acompanhado de Virgínia Mendes e Fábio Garcia candidato a vice-governador à esquerda
Conforme amplamente divulgado na imprensa estadual e grande mídia do país, o ex-governador, Mauro Mendes, assim como Fábio Garcia, deputado federal (União Brasil), foram alvos da Operação Heritage, da Polícia Federal (PF).
A PF investiga o suposto desvio de mais de R$ 300 milhões em acordo entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi. De acordo com PF existe suspeita de desvio num acordo formado no ano passado entre as duas partes, para encerrar disputa judicial em que a Oi questionava a cobrança indevida de R$ 690 milhões em impostos.
O valor foi renegociado na Justiça, e o estado de comprometeu a devolver R$ 308 milhões à Oi, mas segundo levantamento da PF o valor não foi pago diretamente à OI, foi repassado à dois fundos de investimentos, sendo que cada um deles recebeu R$ 154 milhões, uma manobra que serviria para ocultar a origem e dificultar o rastreio dos valores.
Os fundos, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), tinham ligação com Mauro Mendes, na época governador de Mato Grosso, e com o deputado federal, Fábio Garcia, candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, que disputa a reeleição pelo bloco governista.
Além da operação o Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos alvos da operação, assim como o bloqueio de bens até no valor de R$ 316 milhões dos suspeitos que estão sendo investigados.
As medidas cautelares incluem, ainda, a entrega de passaportes e a proibição de que os investigados mantenham contatos entre si.
