O Corinthians apresentou, nesta segunda-feira (23), uma notícia-crime no 52º Distrito Policial de São Paulo pedindo a abertura de inquérito contra Adriano Monteiro Alves por fraude estruturada e tentativa de estelionato, envolvendo uso indevido do nome, da marca e da estrutura do clube.
No documento enviado ao delegado,o clube alega que Adriano se utilizou da condição de membro da Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo e do fato de ser irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves para negociar contratos sem a autorização da diretoria.
De acordo com a denúncia, Adriano teria costurado acordo de exclusividade com a Plug Financeira, válido por 36 meses, para integração do sistema de meio de pagamento no ecossistema digital de produtos e serviços ofertados no aplicativo "Universo SCCP", bem como todos os sistemas abrangidos pelos contratos operados pela Liga Tech (empresa responsável pela operação do sistema do Fiel Torcedor, o programa de venda de ingressos para jogos do Corinthians).
Para fechar o contrato, a empresa teria de desembolsar pagamento antecipado no valor de R$ 750 mil.
O adiantamento, no entanto, teria de ser pago para a empresa Ervas da Amazônia Ltda, registrada no nome da advogada Aldilene Francisca de Moraes. Segundo a denúncia do Corinthians, os encontros de Adriano Monteiro Alves com os representantes da Plug Financeira teriam ocorrido no escritório de Aldilene.
O Corinthians alega que tomou ciência da negociação quando um representante da Plug Financeira esteve recentemente no Parque São Jorge à procura do presidente Osmar Stabile para dar sequência à negociação e formalizar o acordo inicialmente costurado por Adriano.
A diretoria diz ter sido pega de surpresa com os fatos narrados. Depois de colher as provas, o clube procurou a polícia pedindo a abertura de inquérito para investigação de possível crime de fraude estruturada e estelionato.




