Um carro de luxo avaliado em cerca de R$ 1 milhão, ligado a Gilmar Reis da Silva, conhecido como “Vovózona”, foi apreendido nesta terça-feira (10) em Campo Grande (MS). Ele é apontado pela polícia como uma das lideranças de uma facção criminosa que atua na região de Rondonópolis a 215 km de Cuiabá. Gilmar integra a "lista vermelha"de criminosos mais perigosos do país e esta foragido.
De acordo com a investigação, o veículo estava registrado no nome da esposa de “Vovózona”, que também é suspeita de participar do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da organização criminosa.
A apreensão ocorreu em cumprimento a uma medida de sequestro de bens expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Rondonópolis. A ordem faz parte das investigações da Operação Imperium, realizada em fevereiro pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Cuiabá.
Esquema de lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Civil, a Operação Imperium mirou o núcleo financeiro da facção, responsável por movimentar e esconder recursos obtidos em atividades ilegais.
As investigações apontam que, após a fuga do líder, a esposa e pessoas próximas passaram a usar documentos falsos para abrir contas bancárias e registrar empresas de fachada. O objetivo era ocultar a origem do dinheiro, movimentar valores ilícitos e adquirir bens de alto valor, como imóveis e veículos de luxo.
Ainda conforme a polícia, empresas registradas em Rondonópolis recebiam dinheiro de integrantes da facção e reinseriam esses valores no mercado por meio da compra de bens e do repasse de lucros a outros membros do grupo.
A fuga
Gilmar Reis da Silva está foragido desde julho de 2023, quando fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele não retornou à unidade prisional após uma saída autorizada.
Durante a fuga, segundo as investigações, o criminoso chegou a almoçar em uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, acompanhado de outro detento e duas mulheres. Após a refeição, ele deixou o local em uma caminhonete.
A Polícia Civil segue investigando o caso e tenta localizar o suspeito.




