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Polícia Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 18:40 - A | A

Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 18h:40 - A | A

Empresário foragido é acusado de perseguir delegado e monitorar família em MT

Segundo a Polícia Civil, investigado por organização criminosa passou a levantar informações sobre a rotina do policial, da esposa e do filho para intimidar as investigações.

Da Redação

O empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, é procurado pela Polícia Civil por suspeita de monitorar a rotina de um delegado responsável por investigá-lo em um caso envolvendo organização criminosa, em Cuiabá. Nesta terça-feira (14), Maike foi alvo de uma operação após ter a prisão decretada pela Justiça, mas segue foragido.

O investigado, que também teria perseguido a esposa e o filho do delegado, responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e coação no curso do processo.

Em nota, a defesa de Maike afirmou que recebeu "com surpresa a decisão que decretou a prisão preventiva do investigado". Segundo os advogados, Maike nunca adotou medidas para dificultar a atuação da Justiça e sempre permaneceu à disposição das autoridades. A defesa também afirmou que ele tem interesse no esclarecimento dos fatos.

"A defesa também esclarece que o empresário não pretende se furtar à aplicação da lei penal, tampouco evadir-se do distrito da culpa. Seu propósito é colaborar com a Justiça, prestar todos os esclarecimentos necessários e demonstrar sua inocência dentro do devido processo legal[...] Nos próximos dias, a defesa apresentará, pelos meios processuais adequados, a versão dos fatos", diz trecho da nota.

A operação foi realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As equipes cumpriram um mandado de prisão e dois de busca e apreensão, mas o suspeito não foi localizado e é considerado foragido.

Segundo a Polícia Civil, Maike já é réu por suposta participação em uma facção criminosa. Após ser indiciado em uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), ele teria passado a levantar informações pessoais sobre o delegado responsável pelo caso e seus familiares.

"O investigado, não satisfeito com a ação policial, começou a fazer uma investigação contra o colega delegado e sua família. Procurava amigos em comum, pesquisava em redes sociais e tentava descobrir onde cada um trabalhava, onde o filho estudava e como era a rotina da família", afirmou o delegado responsável pela investigação.
A Polícia Civil informou que as buscas continuam.

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