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Polícia Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 13:38 - A | A

Sexta-feira, 10 de Julho de 2026, 13h:38 - A | A

Acusado de feminicídio em Cuiabá será julgado por júri popular

O corpo de Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos da casa onde ela morava, no bairro Parque Cuiabá.

Da Redação

A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a júri popular Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, em maio deste ano, em Cuiabá. A data do julgamento ainda não foi definida.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jackson matou a esposa dentro da casa onde o casal morava, no Bairro Parque Cuiabá, utilizando uma braçadeira de nylon para asfixiá-la enquanto ela dormia. Conforme a acusação, a vítima foi atacada durante o sono e não teve possibilidade de defesa.

Ainda de acordo com o MP, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e foi motivado por menosprezo ou discriminação à condição feminina, circunstâncias que qualificam o homicídio como feminicídio.

A denúncia também aponta motivação patrimonial. Segundo o Ministério Público, após o crime, o acusado teria adotado medidas para obter o controle de bens e valores da vítima, incluindo a transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito dela para a própria conta.

Relembre o caso

O corpo de Nilza foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos de uma casa. Segundo a investigação, o casal não morava no local, mas a vítima era a proprietária do imóvel.

De acordo com a polícia, a área havia sido escavada anteriormente com o uso de uma retroescavadeira contratada pelo próprio suspeito. Depois, ele voltou a chamar o equipamento para cobrir e nivelar o terreno.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado.

“Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”, afirmou o delegado.

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