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Polícia Quinta-feira, 30 de Outubro de 2025, 11:12 - A | A

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2025, 11h:12 - A | A

Quatro réus são condenados por duplo homicídio em Colniza (MT); uma das vítimas foi enterrada viva

Os réus, que também foram condenados ao pagamento das custas e despesas processuais, iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Da Redação

Reprodução

Quatro réus foram condenados pelo Tribunal do Júri da comarca de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) por duplo homicídio qualificado e organização criminosa, uma das vítimas chegou a ser enterrada viva e morreu por asfixia. Os denunciados foram absolvidos em relação aos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores.

As penas foram fixadas em 40 anos, nove meses e 27 dias de reclusão para M.W.; 39 anos, sete meses e 28 dias para E.M.N.; 37 anos, sete meses e 28 dias para A.S.M.; e 30 anos, três meses e 29 dias para J.V.L. Os réus, que também foram condenados ao pagamento das custas e despesas processuais, iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Atuou no júri o promotor de Justiça substituto Bruno Barros Pereira. O julgamento se estendeu por dois dias, totalizando aproximadamente 26 horas de trabalho.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou seis réus pelos crimes. Uma mulher foi absolvida pelo Tribunal do Júri e um homem teve o processo desmembrado devido à ausência justificada do advogado dele por motivo de saúde. A denúncia original apontava para seis tipos penais, contudo, na decisão de pronúncia, os crimes de cárcere privado e a tortura foram considerados qualificadoras do homicídio.

Conforme a denúncia, os crimes acontecerem em abril de 2023. As vítimas É. L.S. e E.S.D. foram torturadas e executadas por serem acusadas de comercializar entorpecentes sem a autorização de um grupo criminoso organizado. É. L.S. foi morta com um tiro na cabeça e E.S.D. foi enterrado vivo e morreu por asfixia.

"A atuação do Ministério Público no Tribunal do Júri é a mais alta expressão da nossa missão constitucional em defesa da vida. Mesmo diante de um júri difícil, com a complexidade de um duplo homicídio e a presença de organização criminosa, conseguimos levar a Justiça a um veredito que afirma o valor inegociável da vida humana e a necessidade de responsabilização penal daqueles que atentam contra ela. Esta condenação é uma resposta firme da sociedade de Colniza à criminalidade organizada", considerou o promotor de Justiça.

 

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