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Política Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 09:49 - A | A

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 09h:49 - A | A

Acusado de assédio sexual, ministro do STJ recebia acima do teto e embolsou mais de R$ 600 mil no fim de 2025

Ministro do STJ faz parte daquela elite do Judiciário que consegue algum tipo de “penduricalho” para driblar o teto do funcionalismo

Da Redação

Nos últimos quatro meses do ano passado, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, embolsou R$ 616,4 mil dos cofres públicos.

Foram R$ 260 mil em setembro, R$ 100 mil em outubro, R$ 112,8 mil em novembro e R$ 143,6 mil em dezembro, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça.

Parte desse dinheiro provavelmente se refere a décimo terceiro e férias, mas Buzzi também faz parte daquela elite do Judiciário que consegue algum tipo de “penduricalho” para driblar o teto do funcionalismo, que deveria ser os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

No caso do magistrado, o registro no seu contracheque menciona “direitos eventuais”, que geralmente se referem a algum tipo de verba indenizatória, remuneratória ou gratificação.

Buzzi foi afastado nesta última terça-feira, 10/2, de suas funções depois de ter duas acusações de importunação sexual. A primeira contra uma jovem de 18 anos e a segunda contra uma ex-funcionária do seu gabinete.

Os relatos são de constrangimento entre os pares com a situação do magistrado. Resolução do CNJ, no entanto, determina que juízes afastados cautelarmente perdem as gratificações, mas mantêm seus vencimentos. No caso de Buzzi: R$ 44 mil.

O processo que corre contra ele no âmbito administrativo pode resultar, no máximo, em aposentadoria compulsória. O magistrado tem 68 anos, portanto, já contribuiu e vai receber aposentadoria integral. Se for considerado culpado, resta a via criminal para que as vítimas encontrem alguma justiça.

Com informações da coluna da jornalista Raquel Landim publicadas no Estado de São Paulo.

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