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Política Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 16:19 - A | A

Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 16h:19 - A | A

Caiado cobra “autoridade moral” para sentar-se à cadeira de presidente, após escândalo do encontro de Flávio Bolsonaro com Vorcaro

Ex-governador critica encontro de Flávio Bolsonaro com banqueiro Vorcaro.

Manoel Netto

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que a disputa presidencial esteja centrada em uma "autoridade moral" e voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a "prestar contas" para a população. A declaração foi dada nesta última terça-feira (19/5) durante sua participação no evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), após a veiculação do relato da visita feita pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao banqueiro no ano passado, logo após ele ser solto da prisão.

“Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país”, disse. “Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria”.

Na ocasião, Caiado evitou criticar abertamente o senador, mas disse que "cada um que tem seus problemas que se explique".

“Todos nós esperamos que ele [Flávio Bolsonaro] realmente preste contas à população, é o que o povo espera”, disse Caiado. “Não cabe a cada pré-candidato ficar fazendo juízo de valor das pessoas”.

O ex-governador repetiu o discurso que já tinha usado na semana passada, quando disse que Flávio deveria "responder aos questionamentos" sobre o financiamento de Vorcaro ao filme "Dark Horse", revelado a partir do vazamento dos áudios. Na ocasião, no entanto, Caiado afirmou que não seria "oportunista" e disse que "falhas pessoais devem ser tratadas por cada um que venha a ser denunciado", mas pregou a união da direita para "derrotar" o presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT).

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