A denúncia apresentada pela vereadora Rosy Prado (União Brasil) contra o vereador Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB) começou a tramitar oficialmente na Câmara Municipal de Várzea Grande. A confirmação foi feita pelo presidente da Comissão de Ética, vereador Jânio Calistro (União Brasil), responsável pela condução inicial do processo.
De acordo com Jânio, a comissão encaminhou um ofício à Presidência da Câmara solicitando o afastamento temporário de Kleberton Feitoza Eustáquio da própria Comissão de Ética, da qual ele é integrante. A medida busca evitar qualquer conflito de interesse durante a análise da denúncia.
“Nós encaminhamos o ofício para a presidência desligar o Feitoza da comissão, porque quem indica é o presidente”, afirmou.
O presidente da comissão informou ainda que o parlamentar já foi oficialmente intimado e terá até o dia 26 para apresentar sua defesa.
“O vereador Feitoza também já foi intimado, tem um prazo até dia 26 para estar fazendo a defesa dele, para dar continuidade no andamento do processo”, declarou.
Segundo Jânio, nenhuma reunião formal foi realizada até o momento porque a comissão aguarda a substituição do vereador investigado por outro membro indicado pela Presidência da Casa.
“Não vamos marcar essa reunião agora. Primeiro o presidente faz o desligamento e encaminha outro membro para a comissão. Depois vamos fazer toda a separação de presidente, relator e continuidade do processo”, explicou.
Após a recomposição da comissão, deverá ser definido o relator responsável pela condução dos trabalhos e pela elaboração do parecer sobre o caso.
A denúncia ganhou repercussão nos bastidores do Legislativo municipal após Rosy Prado ingressar na Justiça com uma queixa-crime e uma ação de indenização por danos morais. As medidas foram adotadas em razão de áudios atribuídos a Kleberton Feitoza Eustáquio e enviados em abril deste ano.
Nos documentos protocolados na Comarca de Várzea Grande, a vereadora afirma ter recebido mensagens de áudio em 23 de abril de 2026 contendo acusações de recebimento de propina e ameaças de divulgação de um suposto vídeo envolvendo seu nome.
O processo agora seguirá os trâmites internos da Comissão de Ética, que deverá analisar a defesa do parlamentar antes de deliberar sobre os próximos passos da apuração.



