A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, Wegovy e Rybelsus, medicamentos indicados para o tratamento de diabetes e obesidade, chega ao fim na próxima sexta-feira (20/3).
Isso significa que, a partir dessa data, medicamentos genéricos e similares à base de semaglutida poderão ser comercializados no Brasil após aprovação da Anvisa.
Na prática, haverá mais concorrência e, portanto, existe a expectativa de redução dos preços desses medicamentos, que atualmente têm um custo bastante elevado. No Brasil, os genéricos, vendidos apenas com o nome da substância, são obrigatoriamente ao menos 35% mais baratos.
Um estudo de pesquisadores da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Santa Catarina, porém, constatou que eles costumam ter preços 59% inferiores aos remédios de referência. No caso dos similares, a redução média é de 15%.
A queda nos preços também abre a possibilidade de oferta pelo SUS. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) deu parecer desfavorável à incorporação dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, considerando, entre outras razões, o impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões. Esse valor representa quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que solicitou à Anvisa prioridade no registro de medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, voltados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
"Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa. Em média, estudos apontam que os genéricos induzem queda de 30% nos preços. Esse é um fator determinante para a análise de sua possível incorporação ao SUS", informou a pasta.




