O decreto do governo federal, que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, são ações necessárias para aliviar o bolso do consumidor e conter os efeitos da velocidade e inconstância dos preços no mercado externo. No entanto, tratam-se de paliativos, pois a raiz do problema, que permanece intocada, trata-se da perda de controle sobre a cadeia de distribuição de combustíveis no mercado interno, causada pela privatização da BR Distribuidora.
O presidente Lula, em agenda em Minas Gerais na última sexta-feira (20/3), disse que, se a BR Distribuidora não tivesse sido vendida, o "consumidor não ficaria chupando o dedo". Isso porque, segundo ele, o governo poderia garantir a estabilidade dos preços dos combustíveis mesmo com a guerra do Irã.
"Mas como a gente não tem mais a distribuidora, a Petrobras determina um preço, esse preço sai no jornal, ganha o distribuidor e o consumidor fica chupando o dedo", declarou.
Lula ainda disse que soberano é quando você é dono do seu nariz.
Privatização da BR Distribuidora crime de lesa-pátria

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (Foto: Divulgação/MME)
Durante o anúncio do governo das medidas destinadas a reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou a privatização da BR Distribuidora. Ao comentar as dificuldades atuais de controle da cadeia de combustíveis, o ministro afirmou que a privatização da BR Distribuidora comprometeu a capacidade do Estado de garantir abastecimento e estabilidade no setor.
“Infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais no governo anterior (de Jair Bolsonaro) fez com que diminuíssemos nossa produção de produtos refinados: gasolina, diesel e gás natural. Portanto, foi um crime de lesa-pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, afirmou.




