A mãe condenada por assassinar e abusar sexualmente do filho de 2 anos, em março de 2013, foi presa novamente nesta quinta-feira (2), em Tangará da Serra, a 253 km de Cuiabá, após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava.
Rosana de Oliveira Goulart foi condenada a 39 anos de prisão em regime fechado. Ela ficou presa por 11 anos e, posteriormente, progrediu para o regime aberto, mediante ao monitoramento eletrônico. Com a quebra da tornozeleira, houve a regressão do regime.
O corpo da criança foi localizado em um canavial do município. À época, a mulher confessou à Polícia Civil que cometeu o crime sozinha e afirmou que os abusos sexuais foram praticados por ela.
Segundo a polícia, a mulher utilizou um pedaço de madeira para golpear o menino. Depois, acreditando que ele estava morto, levou o corpo para outro ponto do canavial, a mais de 2 km da casa da família.
A perícia concluiu que a criança ainda estava viva quando foi deixada no local e que morreu em decorrência de choque hipovolêmico (perda de sangue).
Segundo a delegada responsável pela nova prisão, Alessandra Alecrim, após progredir de regime, Rosana passou a morar com a mãe. No entanto, ela começou a ameaçá-la. Diante da situação, a mãe registrou um boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva contra a filha.
Relembre o caso
O caso chegou ao conhecimento da polícia no dia 18 de março de 2013, após familiares registrarem a ocorrência alegando que o menino estava desaparecido. No outro dia, o corpo foi encontrado em um canavial próximo à casa onde ele morava com o padrasto, a mãe e o irmão.
Segundo a polícia, a mãe do menino já tinha histórico de violência cometida contra o filho. Em 22 de agosto de 2011, o padrasto do menino registrou boletim de ocorrência denunciando a mãe por ter arremessado a criança durante uma discussão do casal.
Na ocasião, o menino sofreu uma lesão na cabeça e foi encaminhado para uma casa transitória, em Tangará da Serra, onde permaneceu por cerca de três meses. Em audiência no dia 29 de novembro de 2011, a Justiça autorizou o retorno da criança à família.
Uma semana antes da morte da vítima, a mãe foi condenada a cumprir seis meses de medida sócio-educativa em liberdade por ter arremessado o filho em 2011.




