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Polícia Sexta-feira, 15 de Maio de 2026, 15:07 - A | A

Sexta-feira, 15 de Maio de 2026, 15h:07 - A | A

Investigador condenado a dois anos por morte de PM em conveniência de Cuiabá

O júri durou três dias e foi finalizado nessa quinta-feira (14).

Da Redação

O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado a dois anos de prisão, nesta quinta-feira (14), pelo assassinato do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em Cuiabá. O crime ocorreu em abril de 2023, em um posto de conveniência da capital.

Mário Wilson deverá cumprir a pena em regime aberto. Além disso, foi determinada a retirada da tornozeleira eletrônica que ele utilizava.

O Conselho de Sentença reconheceu que o investigador foi o autor dos disparos que atingiram o policial militar e não absolveu o acusado. A defesa de Mário Wilson informou que vai analisar se recorrerá ou não da decisão.

O júri começou na última terça-feira (12) e chegou ao terceiro e último dia na quinta-feira. Veja o que aconteceu nos três dias de júri:

1º dia- 12/05

No primeiro dia, quatro pessoas foram ouvidas. Entre as testemunhas estão:

ex-convivente da vítima, Walkuíria Filipaldi Corrêa;
delegado plantonista da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia do crime, André Eduardo Ribeiro;
Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, presente no momento dos disparos;
Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, também presente no momento dos disparos.
Durante o depoimento, o investigador Walfredo se emocionou ao lembrar do caso e pediu desculpas à mãe de Thiago, que acompanha o júri, por não ter conseguido salvar o amigo.

2º dia- 13/05

Durante a sessão, foram ouvidos os delegados da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno (superior hierárquico do réu, na época do fato), Guilherme Bertoli, André Monteiro e Guilherme Facinelli.

A acusação também contou com a participação do advogado assistente da família da vítima, Rodrigo Pouso.

3º dia- 14/05

No terceiro dia de julgamento, o réu apresentou pela primeira vez a versão dele sobre o crime ocorrido em abril de 2023, em Cuiabá. Durante o depoimento, Mário Wilson afirmou que conheceu Thiago em um encontro casual no dia do crime e que passou a desconfiar da identidade dele como policial militar. Segundo o réu, a vítima estava alterada e armada, o que teria aumentado a tensão.

O acusado disse que tomou a arma de Thiago para tentar conter a situação e que, em seguida, os dois entraram em luta corporal. Ainda conforme o depoimento, os disparos aconteceram enquanto ele estava no chão, sendo imobilizado pela vítima. A defesa sustenta que o policial civil agiu em legítima defesa. O momento foi encenado ao júri.

O interrogatório do réu estava previsto para começar pela manhã, mas foi adiado após o Ministério Público solicitar o depoimento do sargento da Polícia Militar Éder Leal Caetano, comandante do batalhão onde Thiago atuava em Acorizal. O objetivo foi esclarecer a origem da arma usada no crime.

Na sequência, a defesa também pediu o depoimento do coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola. O pedido foi autorizado pelo juiz, desde que não fossem incluídas novas testemunhas.

Relembre o caso

Em abril de 2023, as equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria-Geral foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio na conveniência de um posto de combustível ao lado da Praça 8 de abril, na capital.

Segundo a polícia, Thiago foi socorrido e encaminhado para um hospital particular, onde foi realizado procedimento de reanimação, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Na época, a PM informou que uma equipe foi até o hospital e encontrou o policial suspeito, que entregou as armas.

O policial civil foi preso em flagrante por homicídio qualificado, ainda no dia do crime, após se apresentar na delegacia.

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