O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atribuiu a rejeição do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à disputa política em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Segundo o chefe do Executivo, o debate sobre a peça orçamentária acabou sendo influenciado por interesses individuais de parlamentares envolvidos na sucessão do comando do Legislativo.
Em declaração concedida nesta quarta-feira (16), após sessão na Câmara, Abilio afirmou que o ambiente político dentro da Casa está polarizado e que isso teria comprometido a análise do projeto. Na avaliação do prefeito, parte dos vereadores deixou de considerar aspectos técnicos da proposta em razão das articulações relacionadas à eleição da futura Mesa Diretora.
O gestor também criticou a postura de parlamentares que, segundo ele, estariam utilizando a votação da LDO como instrumento de pressão política. Para Abilio, divergências decorrentes da disputa interna da Câmara acabaram refletindo na apreciação de um projeto considerado estratégico para o planejamento financeiro do município.
Durante a entrevista, o prefeito afirmou que alguns vereadores estariam contrariando o que classificou como "bom senso" em função de insatisfações políticas ligadas ao processo de escolha da nova direção do Legislativo. Ele ainda atribuiu as divergências a decisões tomadas pelos próprios parlamentares durante as articulações da disputa.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as metas e prioridades da administração pública para o exercício seguinte e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). A rejeição da matéria pode impactar o cronograma de planejamento orçamentário do município, exigindo novas negociações entre o Executivo e o Legislativo para viabilizar a tramitação da proposta.



