O deputado estadual Faissal Calil afirmou nesta segunda-feira (15) que não possui qualquer envolvimento com os fatos investigados pela Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo o parlamentar, sua inclusão entre os alvos da investigação ocorreu de forma indevida.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, agentes da Polícia Federal apreenderam o aparelho celular do deputado. A operação também teve como alvo o desembargador afastado Dirceu dos Santos, para quem Faissal trabalhou como assessor entre os anos de 2017 e 2018.
Ao comentar o caso, o parlamentar afirmou que foi surpreendido pela medida e sustentou que acabou envolvido na investigação sem qualquer participação nas condutas apuradas.
“Estamos em um ano político e acabaram envolvendo uma pessoa que possui exposição pública. Isso trouxe consequências para minha vida pessoal e profissional”, declarou.
De acordo com Faissal, o vínculo que o levou a ser citado na investigação decorre exclusivamente de sua atuação como advogado em uma ação de direito agrário. Na ocasião, ele representava o ex-prefeito e atual vereador do município de Cláudia, Vilmar Giachini (MDB), que também figura entre os investigados pela Polícia Federal.
O deputado ressaltou que exerceu sua atividade profissional dentro dos limites legais da advocacia e reiterou que não participou de qualquer esquema ilícito relacionado à comercialização de decisões judiciais.
A Operação Gemini foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de apurar suspeitas de irregularidades envolvendo processos judiciais em Mato Grosso. As investigações seguem em andamento sob sigilo, e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas versões e exercer plenamente o direito à defesa.




