A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), intensificou o embate político ao afirmar que a situação precária da malha viária do município seria resultado da falta de emendas parlamentares destinadas por deputados estaduais e federais para obras de recapeamento e tapa-buracos.
A declaração, concedida à imprensa, repercutiu entre parlamentares e vereadores da cidade, que contestam a justificativa e afirmam que o município já recebeu investimentos por meio de emendas e convênios, além de questionarem a gestão dos recursos internos destinados à infraestrutura.
Entre os exemplos citados está o conjunto de obras no Residencial Paiaguás, que recebeu cerca de R$ 10 milhões em investimentos em infraestrutura urbana. Os recursos foram viabilizados por emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), em parceria com o Governo do Estado e contrapartida da Prefeitura.
O debate se intensificou após denúncia do vereador Wender, presidente da Comissão de Obras da Câmara Municipal de Várzea Grande. Segundo ele, decretos assinados pelo Executivo teriam promovido o remanejamento de mais de R$ 100 milhões originalmente previstos para a Secretaria Municipal de Viação e Obras.
De acordo com o parlamentar, os valores, que deveriam ser aplicados diretamente em infraestrutura urbana, teriam sido redistribuídos para outras áreas da administração municipal, o que levantou críticas de vereadores da oposição e colocou em dúvida a alegação de falta de recursos para manutenção das vias públicas.
A gestão municipal, por outro lado, sustenta que enfrenta limitações orçamentárias e que a demanda por recuperação asfáltica é resultado de problemas estruturais acumulados ao longo dos anos, exigindo alto volume de investimentos contínuos.
Enquanto isso, a população segue enfrentando ruas esburacadas, deterioração do pavimento e dificuldades de mobilidade em diversos bairros. O cenário reforça a disputa política em torno da destinação dos recursos públicos e da responsabilidade pela atual condição da infraestrutura urbana.
Com o avanço das críticas e a troca de acusações entre Executivo e Legislativo, o tema deve permanecer no centro do debate político em Várzea Grande, em meio à pressão crescente por soluções para os problemas de mobilidade urbana no município.



