As novelas verticais seguem avançando e conquistando espaço cada vez maior dentro do mercado audiovisual. Depois de se tornarem febre nas plataformas digitais, elas começam a atrair a atenção de outros grandes profissionais da dramaturgia, interessados em compreender os motivos de seu rápido crescimento.
Um dos pontos mais citados por quem trabalha com esse formato é a objetividade. Em produções estruturadas para capítulos de até dois minutos, cada cena precisa cumprir uma função clara e definida dentro da narrativa.
Diretor de “Então é Amor?”, Marcelo Zambelli observa que a dinâmica é completamente diferente daquela encontrada nas novelas convencionais, que contam com dezenas ou até centenas de capítulos para desenvolver seus conflitos.
Segundo ele, “não tem lugar para barriga, não tem lugar para histórias paralelas”, até porque toda a construção dramática acontece em torno de um único eixo narrativo. Sem desvios ou tramas secundárias que possam dispersar a atenção do público.
É uma linguagem que ainda está em fase de adaptação ao gosto brasileiro, mas que já demonstra força suficiente para se consolidar como mais uma alternativa de consumo de dramaturgia, agora marcada pela velocidade e pela disputa permanente pela atenção do espectador.



