O confronto entre Espanha e Bélgica, que acontece nesta sexta-feira (10), às 16h (de Brasília), válido pelas quartas de final, coloca de frente a melhor defesa contra o terceiro melhor ataque da Copa do Mundo. Enquanto a seleção espanhola não sofreu nenhum gol em cinco partidas, a Bélgica é a terceira seleção mais artilheira da competição, com 13 gols (atrás apenas de França, com 16 gols em seis jogos, e Argentina, com 14 tentos nas cinco partidas disputadas até o momento).
Embora Unai Simón seja peça-chave da linha defensiva formada por Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella, a consistência da Espanha vai muito além de seus defensores. A forte pressão coletiva, a rápida recuperação da posse ainda no campo ofensivo e a organização tática da equipe têm sido determinantes para a solidez apresentada ao longo da Copa do Mundo. Mais do que um sistema, trata-se de uma identidade construída por Luis de la Fuente. Com uma estrutura tão bem consolidada, não surpreende que a Espanha seja uma das seleções mais seguras defensivamente do Mundial, sem abrir mão do futebol ofensivo que sempre marcou sua história.
A Bélgica confirmou sua força ofensiva ao atropelar os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe comandada por Rudi Garcia vem se destacando pelo alto poder de decisão no ataque, com um sistema ofensivo eficiente e jogadores vivendo grande fase, como Romelu Lukaku, que é o maior artilheiro da história da seleção e também o principal goleador da equipe de Rudi Garcia neste Mundial, com três gols marcados. Até aqui, os belgas acumulam média de 2,6 gols por partida no torneio e chegam às quartas de final com o desafio de tentar quebrar a defesa da Espanha.
Como contraponto, a Espanha também chega credenciada por um bom desempenho ofensivo. A seleção marcou nove gols nas cinco partidas disputadas até aqui e aposta na força das individualidades de Lamine Yamal e Nico Williams e no faro de gol de Oyarzabal para superar a consistente defesa belga. Já a Bélgica sofreu apenas cinco gols em toda a Copa do Mundo e aposta em uma marcação compacta e na experiência de nomes como Faes, Vertonghen e Tielemans para conter o ataque espanhol e equilibrar o duelo pelas quartas de final.



