Leila Pereira, presidente do Palmeiras, confirmou que seu enteado, Marcos Faria Lamacchia, está negociando a compra da SAF do Vasco.
Apesar disso, a mandatária do Alviverde fez questão de frisar que não está envolvida no processo e que Marcos tem uma vida empresarial independente do pai, José Roberto Lamacchia, fundador do Banco Crefisa, e marido de Leila Pereira.
"O meu enteado ele está está negociando sim com o Vasco. Ele tem os negócios dele, ele não trabalha conosco, ele é totalmente independente. É uma pessoa muito correta", afirmou em entrevista à Globo News.
Qualquer clube que tenha o meu enteado como dono eu acho que seria um grande negócio para o clube. Porque uma pessoa brasileira, que o patrimônio dele é no Brasil, tem capacidade financeira para erguer qualquer clube. Então eu acho eu acho um grande negócio para o clube, mas ele está em tratativas ainda, então eu não me envolvo. Isso é isso é negócio dele.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, sobre Marcos Faria Lamacchia
Quanto a si mesma, Leila deixou o futuro em aberto. Com o segundo mandato à frente do Palmeiras chegando ao fim em dezembro de 2027, a dirigente disse que não iria a outro clube por enquanto, mas que não descarta a compra de uma equipe.
"Não iria para outro clube. Por enquanto, não. Mas no futuro, eu vou te falar uma coisa, eu acredito em clubes-empresa. Pode ser que no futuro eu seja a dona de um clube. Sabe? Olha que espetáculo. Você não precisar pedir voto. Eu não tenho mais essa paciência", disse Leila.
Marcos Lamacchia e a SAF do Vasco
Marcos Faria Lamacchia estaria negociando a compra da SAF do Vasco desde o fim de 2025 com Pedrinho, presidente do clube.
O empresário de 47 anos nasceu do antigo casamento entre José Roberto Lamacchia e Junia Faria, filha do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, que chegou a integrar a lista de bilionários da revista Forbes. Aloysio faleceu em 2020.
A SAF do Vasco é, atualmente, dividida em três partes: 30% das ações pertencem ao clube associativo. Outros 31% estão sob o guarda-chuva da 777 Partners, empresa que adquiriu a fatia em 2022.
Já os outros 39% restantes estão em disputa em uma corte arbitral. Para o Cruzmaltino negociar esta fatia, seria necessária a concretização de acordo ou uma decisão judicial favorável ao Vasco.



