O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, na quinta-feira (2/4), durante visita a Salvador, as privatizações de subsidiárias da Petrobras realizadas no governo de Jair Bolsonaro.
“O que aconteceu na Petrobras? A refinaria aqui na Bahia foi privatizada. Vamos outra vez fazer com que a Petrobras vire dona dela. Não é uma tarefa fácil”, afirmou.
O presidente também defendeu a retomada da atuação da estatal na distribuição de combustíveis. “Eu defendo que a Petrobras volte a adquirir uma distribuidora. A gente não pode deixar a BR na mão da iniciativa privada, repassando preço que a Petrobras não aumentou”, acrescentou.
Lula voltou a relacionar a alta nos preços dos combustíveis a fatores internacionais e citou a guerra envolvendo o Irã. “Estamos, agora, numa briga séria contra o que está acontecendo no preço dos combustíveis por conta da guerra no Irã. Ninguém aqui pediu para o presidente Trump fazer guerra. Ele fez e o preço do diesel está chegando aqui”, declarou, em referência a Donald Trump.
Gás de cozinha na mira
Sobre o gás de cozinha, o presidente criticou um leilão recente e prometeu intervenção do governo.
“É uma vergonha. Ontem fizeram um leilão contra a vontade do governo e da Petrobras. Foi um diretor que nem sei quem é que fez um leilão e aumentou em 100% o ágio. Aumentou o preço do gás. Nós não vamos deixar o preço do gás chegar em vocês, porque é da nossa responsabilidade. Vamos anular o leilão”, afirmou.
Lula também relembrou a aquisição da Liquigás em seu primeiro mandato e criticou a venda posterior. “Quando eu assumi em 2003 eu comprei a Liquigás, que era para a gente regular a distribuição de gás. Eles venderam”, disse.
Ao final, o presidente reafirmou o compromisso do governo com a regulação do setor energético e a proteção do consumidor diante de aumentos considerados abusivos.




