A gestão municipal de Barão de Melgaço entrou novamente no centro das críticas após o vereador Márcio Bocão subir o tom e apontar o que chamou de abandono generalizado, falta de obras e possível mau uso de recursos públicos.
Durante fala na tribuna, o parlamentar foi direto ao questionar a ausência de resultados concretos da administração ao longo dos anos. “Onde é que tá, se tem uma obra executada pela prefeita aqui no município?”, disparou, ao afirmar que não há entregas efetivas mesmo com diversas indicações feitas por vereadores.
Segundo ele, o problema não é falta de dinheiro. Bocão citou que o município recebeu cerca de R$ 218 milhões em investimentos, mas afirma que a população não vê retorno. “Eu queria que vocês analisassem onde foi investido esses 218 milhões”, provocou.
O vereador ainda reforçou que as poucas obras visíveis não são da prefeitura, mas do Governo do Estado. “A não ser essa orla, a ETA e o PILA, que foram feitos pelo governo”, disse.
As críticas se estendem às comunidades rurais, onde, segundo ele, a situação é de descaso. Escolas deterioradas, postos de saúde sem condições e estradas precárias foram citados como exemplos. “A escola vai cair. Está no projeto, mas nunca sai do papel”, afirmou.
Bocão também denunciou possível maquiagem em serviços pagos e não executados. Ele citou notas fiscais que indicam uso de maquinário e estrutura que, segundo ele, não existem na prática. “Consta que foi pago rolo, mini carregadeira, casa para operários. Nada disso foi feito”, declarou.
Outro ponto que gerou revolta foi a situação de equipamentos públicos. Um trator que atendia produtores teria sido retirado e hoje estaria abandonado. “Está jogado no sol, quebrado”, disse.
Para o vereador, o cenário evidencia uma gestão distante da realidade da população. Ele ainda fez um alerta direto às comunidades. “Abram os olhos. Isso aqui é prefeita só de enganação”, afirmou.
Ao final, Bocão também rebateu críticas sobre a atuação do Legislativo e deixou claro o limite de atuação dos vereadores. “A população cobra da gente, mas quem executa é o Executivo. Nós fiscalizamos, mas não somos atendidos”, concluiu.
As declarações elevam a pressão sobre a gestão municipal e reforçam o clima de insatisfação que cresce entre moradores, principalmente nas regiões mais afastadas da cidade.




