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Política Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 01:09 - A | A

Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 01h:09 - A | A

Líder comunitária denuncia impedimento na prefeitura e cobra transparência pública em VG

Lider comunitária afirma ter sido barrada no Paço e critica falta de transparência em reunião com profissionais da enfermagem.

Daniel Costa

A líder comunitária Kelly Dayane denunciou ter sido impedida de entrar na Prefeitura de Várzea Grande após ser procurada por profissionais da enfermagem, em entrevista ao portal Agenda MT. Segundo ela, a tentativa de acesso ao Paço Municipal foi barrada pela Guarda Municipal.

“Mais uma vez eu fui proibida de entrar na casa do povo, porque a prefeitura é a casa do povo, todos nós deveríamos poder entrar e sair de lá”, afirmou.

De acordo com Kelly, a situação não é isolada e já teria ocorrido anteriormente. Ela relata que foi acionada por enfermeiras e técnicas que buscavam apoio, mas não conseguiu acompanhar o caso presencialmente devido à restrição de acesso.

A líder comunitária também criticou a condução de uma reunião dentro da Secretaria de Saúde. Segundo ela, as profissionais foram recebidas, porém não puderam registrar o encontro. “Sem a gravação, fica sem ter como cobrar. É a palavra deles contra a delas”, declarou.

O caso levanta questionamentos sobre transparência e acesso aos espaços públicos. Especialistas apontam que prédios públicos, como prefeituras, devem seguir princípios constitucionais como a publicidade e a transparência, previstos na Constituição Federal de 1988. Além disso, a Lei de Acesso à Informação garante ao cidadão o direito de obter informações e acompanhar atos da administração pública.

Outro ponto citado por juristas é que a restrição de acesso a espaços públicos pode ocorrer apenas em situações específicas, como questões de segurança ou organização interna, mas não pode impedir, de forma generalizada, o acompanhamento de demandas coletivas, especialmente quando envolvem servidores e serviços essenciais, como a saúde.

A ausência de registros da reunião também levanta debate sobre controle social e fiscalização. Sem transparência, a apuração de eventuais irregularidades pode ficar comprometida, reforçando a preocupação levantada pela líder comunitária.

A reportagem do AgendaMT entrou em contato com a Prefeitura de Várzea Grande, mas até o momento não houve pronunciamento oficial sobre o caso. O espaço segue aberto para manifestação da gestão municipal.

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