“A autossuficiência no abastecimento e preços justos dos combustíveis passam pela volta do controle público sobre as refinarias e distribuidoras. Para garantir soberania energética, estabilidade de preços e proteção ao consumidor de forma sustentável, é preciso que haja controle público sobre os setores estratégicos da cadeia de óleo e gás, ou seja, a Petrobrás voltando a atuar do poço ao posto”, defende a Federação Única dos Petroleiros (FUP) em comunicado publicado em seu site.
Segundo o artigo da FUP, atualmente cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, o que evidencia a necessidade de ampliar a capacidade de refino nacional e reverter a venda de ativos estratégicos realizada pelo governo Bolsonaro, como a BR Distribuidora e a Liquigás, além das refinarias privatizadas.
“É fundamental garantir que o país tenha controle sobre toda a cadeia, ‘do poço ao posto’. Sem isso, o Brasil continuará vulnerável às oscilações internacionais e a práticas de mercado, como aumentos abusivos, que pressionam os preços”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.
Conforme o artigo, desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, a Acelen, que adquiriu a refinaria da Bahia em 2021, reajustou o diesel em 88%, a gasolina em quase 60% e o gás de cozinha em 15,2%. No mesmo período, a Petrobrás não reajustou os preços da gasolina e do gás de cozinha e elevou em 11,4% o preço do diesel.
Segundo a entidade, as distorções também aparecem no repasse ao consumidor. A FUP afirma que levantamento da ANP indica que, em março, os postos de combustíveis aumentaram o diesel S500 em 11,8% e o S10 em 12%, mesmo após medidas do governo federal para conter os preços, como a redução de tributos.
A FUP também defende, além da reestatização das refinarias privatizadas, a retomada da atuação da Petrobrás na distribuição de combustíveis como medida essencial para garantir soberania energética, estabilidade de preços e proteção ao consumidor.
“A autossuficiência só será alcançada de forma sustentável, com planejamento de longo prazo, investimentos em refino e controle público sobre os setores estratégicos da cadeia de óleo e gás, retomando a verticalização e integração do Sistema Petrobrás”, conclui a entidade.




