Pela primeira vez, esse comportamento será mapeado no Brasil para avaliar o impacto do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” em bares e restaurantes.
O levantamento da Abrasel deve começar já no próximo mês e vai avaliar casas de todos os tipos de cardápios, desde as que têm menu executivo e rodízios até os restaurantes por quilo. A expectativa é que o estudo seja respondido por cerca de dois mil associados da entidade.
As 3 tendências na nova era pós-Mounjaro
Além de identificar alterações no comportamento que possam trazer impactos negativos para o faturamento dos estabelecimentos — como aumento do desperdício de comida ou diminuição da frequência de clientes —, a proposta também é mapear ações e condutas consideradas exitosas, que possam ser compartilhadas ou servir de inspiração para o setor.
1. Mais destaque para proteínas no cardápio
Como é comum que o consumo de proteína aumente entre pessoas que buscam emagrecer, o presidente da Abrasel projeta que os restaurantes tendam a dar mais destaque para esse tipo de alimento, em detrimento dos carboidratos. Ainda é incerto, porém, como casas especializadas em massas e cantinas vão absorver esse comportamento.
Redes de supermercados, como a Assaí, já confirmaram que uma das principais mudanças de consumo identificadas nas lojas foi justamente o aumento na compra de proteínas, tendência que deve crescer e ganhar mais espaço nos carrinhos dos clientes.
2. Reformulação no tamanho dos pratos e “menus Mounjaro”
Outra estratégia para atender esse público é personalizar as experiências para clientes que utilizam esse tipo de medicação.
Alguns restaurantes já adotaram o chamado “Menu Mounjaro”, uma versão reduzida do tamanho dos pratos. No restaurante NOU, por exemplo, essa opção já representa até um quarto das vendas.
Churrascarias também passaram a adotar o jargão, oferecendo preços menores para usuários dessas medicações, em estratégia semelhante ao já consolidado “menu kids”. Mais recentemente, o portal Business Insider divulgou que o McDonald’s cogita criar uma espécie de “Mc Mounjaro”.
3. Maior oferta de drinques sem álcool
Usuários dessas medicações costumam ter restrições ao consumo de álcool, o que tem impulsionado a produção de mocktails e ampliado a oferta de vinhos e cervejas sem álcool.
O mercado de bebidas sem álcool vem crescendo e o Brasil já ocupa a segunda posição no mundo nesse tipo de consumo. Essa tendência deve ganhar ainda mais força com a mudança no comportamento alimentar dos consumidores.




