O governador em exercício Otaviano Pivetta detalhou uma nova estratégia para a segurança pública em Mato Grosso, com foco na reorganização das forças policiais e no fortalecimento da presença do Estado, especialmente no interior.
Durante entrevista à rádio Jornal da Verde FM, concedida à apresentadora Marina Martins, Pivetta defendeu que o enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico de drogas e à violência crescente exige mais do que aumento de efetivo. "É preciso reorganizar a forma como o Estado ocupa o território, com inteligência, tecnologia e estratégia", afirmou.
Como principal medida, o governo pretende incentivar a criação de guardas municipais nas 30 maiores cidades do estado. A proposta inclui apoio direto do Executivo estadual, com treinamento, fornecimento de equipamentos, armamentos e suporte técnico para estruturar essas forças locais.
Segundo o governador, a base do modelo é a implantação de uma polícia comunitária, com atuação mais próxima da população. "A presença local fortalece a prevenção e cria uma rede de proteção mais eficiente", destacou.
Pivetta também apontou dificuldades enfrentadas pelo atual sistema, especialmente na fixação de policiais militares em regiões distantes. De acordo com ele, o deslocamento constante de profissionais impacta o desempenho e a eficiência do serviço. Nesse contexto, a criação de efetivos locais surge como alternativa para reduzir a rotatividade e fortalecer o vínculo com as comunidades.
O governo informou ainda que mais de mil profissionais já foram convocados para reforçar as forças de segurança, entre policiais, bombeiros e peritos. Novas convocações devem ocorrer, mas de forma planejada, respeitando os limites orçamentários.
A estratégia inclui ainda ampliação do policiamento ostensivo, renovação da frota de viaturas e investimentos em tecnologia e inteligência. A intenção, segundo o governador, é antecipar ações criminosas e evitar o avanço de facções em regiões onde a presença do Estado ainda é limitada.
"Onde o Estado não está presente, o crime se organiza", concluiu Pivetta, ao defender o novo modelo como forma de ampliar o controle territorial e garantir mais segurança à população.




