A cantora e empresária Kelly Key e o seu marido, Mico Freitas, denunciaram nas redes sociais que um vizinho da filha do casal, que mora em um condomínio na Freguesia, Zona Sudoeste do Rio, já invadiu casas e ameaçou moradores. O comportamento dele com mulheres também tem preocupado, segundo o casal.
"Ele já entrou na casa da vizinha da frente durante a madrugada, já tentou agredir o meu pai com uma barra de ferro, gente, e foi levado à delegacia inúmeras vezes, assim como foi internado inúmeras vezes", disse a cantora.
Segundo a denúncia, o médico Alexandro Silveira desenvolveu um comportamento imprevisível após misturar remédios psiquiátricos com bebidas alcóolicas. Além disso, o homem teria desenvolvido um comportamento obsessivo com a filha deles.
"Ele tem apresentado comportamentos obsessivos principalmente com as mulheres da minha casa, especialmente com a minha filha. Ontem ele deixou vinho na porta, ele tocou o interfone, ele deixou pizza, ele enfiou um pacote de bolacha no muro que divide a nossa casa", contou a cantora.
Moradores do condomínio já fizeram denúncias de perturbação do sossego alheio, calúnia e ameaça. Em um dos episódios, Alexandro teria afirmado que era namorado da filha de Kelly Key.
Outra vizinha disse à polícia que Alexandro tem o costume de invadir casas e andar pelos muros.
"Ele fica internado alguns meses, assina a saída por conta própria e volta para casa ainda pior. Hoje ele vive completamente sozinho dentro da casa dele, que é vizinha de parede com a nossa. Ele anda pelos muros das pessoas, ele entra na casa", apontou ela.
Por causa disso, ela e o marido solicitaram que o Ministério Público intervenha e designe um curador para o vizinho.
"Então aqui o apelo seria ao Ministério Público para entrasse com uma investigação, para entrar com uma curatela, nomear um curador para para tomar conta a partir de agora ser o responsável por esse senhor, porque ele não pode ser responsável por ele próprio", disse Mico Freitas no vídeo.
Registros de violência contra ex-mulher
Alexandro, conhecido no meio médico como Alex Mattarazzo, foi denunciado várias vezes por sua ex-mulher na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá.
Em uma delas, em janeiro de 2024, a ex-mulher afirma que foi agredida por Alexandro, com quem teve um relacionamento de 26 anos. O motivo teria sido ciúmes.
Dois meses depois, ela encontrou uma arma de fogo de Alexandre embaixo do travesseiro dele, e fez outro registro, desta vez por ameaça. Ela contou à polícia que era vítima de violência psicológica desde o quinto ano de relacionamento. Ela se separou dele no mês seguinte.
Em 2025, já separada de Alexandro, ela contou na Deam de Jacarepaguá que cuidou dele, que é dependente químico, e que dividia o comando da empresa de estética com o ex-marido, além de frequentar a mesma igreja evangélica, da qual Alexandro seria pastor.
No entanto, ela disse que Alexandro teria dito a todos os funcionários da empresa que ela não poderia entrar no prédio. Em março daquele ano, ela relatou à polícia que recebeu diversas mensagens de áudio, em que ele fazia ameaças diretas:
"O seu fim vai ser na clínica psiquiátrica que eu frequentei"
" Se eu te pegar na empresa vou te matar"
"Você não vai ter paz"
Por causa das denúncias, ela pediu o divórcio formal de Alexandro e pediu medidas protetivas de urgência.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que devolveu a investigação à Deam de Jacarepaguá.




