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Política Sábado, 14 de Março de 2026, 06:33 - A | A

Sábado, 14 de Março de 2026, 06h:33 - A | A

Bolsonaro é internado na UTI em Brasília com broncopneumonia bacteriana

Apesar disso, o médico ressaltou que a situação atual é considerada estável

Da Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã de sexta-feira (13) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Bolsonaro passou mal na Papudinha, local onde está preso desde janeiro deste ano.

De acordo com a equipe médica, o ex-presidente deu entrada no hospital apresentando febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o quadro de infecção pulmonar.

Segundo os médicos responsáveis pelo atendimento, o estado de saúde é considerado grave. “A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e pode evoluir para sepse, por isso a emergência médica”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado.

A equipe médica que acompanha Bolsonaro é formada pelos médicos Brasil Caiado, Leandro Echenique e Cláudio Birolini. De acordo com os especialistas, o rápido deslocamento para o hospital foi fundamental para evitar complicações mais graves. Uma demora no socorro poderia ter levado à necessidade de intubação ou à evolução para uma infecção generalizada.

Este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado pelo ex-presidente, sendo o mais grave até agora. Segundo o cardiologista Leandro Echenique, o histórico aumenta o risco de novas complicações no futuro.

“Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, afirmou o médico durante coletiva de imprensa.

Risco de vida

Durante entrevista concedida na tarde de sexta-feira (13), os médicos afirmaram que, apesar de o quadro estar estável no momento, ainda existe risco de vida.

Segundo Leandro Echenique, Bolsonaro apresentou sintomas intensos durante a madrugada. “Ele começou a ter febre e calafrios muito intensos. Esses calafrios indicam bacteremia, um sinal de que a infecção é causada por bactérias”, explicou.

O cirurgião Cláudio Birolini destacou que quadros como esse podem evoluir rapidamente. “Uma pneumonia aspirativa pode levar à insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode morrer”, afirmou.

Apesar disso, o médico ressaltou que a situação atual é considerada estável. “No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias”, disse.

Previsão de alta

Ainda não há previsão de alta hospitalar. Segundo o cardiologista Brasil Caiado, o tempo de internação dependerá da resposta do organismo do paciente ao tratamento com antibióticos.

“Em geral, antibiótico venoso em quadro de pneumonia grave bilateral pode durar sete, oito, dez ou até doze dias. Mas é impossível determinar um prazo, pois não sabemos se haverá complicações”, afirmou.

Defesa de prisão domiciliar

Após a internação, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, voltou a defender que o pai cumpra prisão domiciliar. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a medida poderia evitar agravamentos no estado de saúde.

Segundo o parlamentar, Bolsonaro precisa de acompanhamento permanente. “É mais uma constatação de que ele não pode ficar sozinho. Precisa de alguém para acompanhá-lo permanentemente. É um fato que, mais uma vez, ele poderia ser encontrado morto”, afirmou.

A equipe médica também avaliou que a permanência em casa poderia reduzir riscos, principalmente em relação à alimentação. “Em casa você tem uma alimentação muito mais adequada, e sabemos que a alimentação participa diretamente da questão do refluxo”, explicou Brasil Caiado.

Enquanto estiver internado, o ex-presidente seguirá sob monitoramento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida prevê acompanhamento da Polícia Militar do Distrito Federal durante a permanência de Bolsonaro no hospital.

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