O pedido de uma varredura técnica na Câmara Municipal de Várzea Grande já havia sido encaminhado aos órgãos competentes pela presidência da Casa de Leis antes mesmo da descoberta de um suposto aparelho de escuta clandestina dentro do Legislativo. A solicitação foi feita após vereadores apresentarem um ofício cobrando fiscalização e medidas de segurança na estrutura da Câmara.
Segundo informações apuradas, o documento foi encaminhado no início de abril e, até o momento, o pedido segue em análise pelos órgãos responsáveis. A presidência da Câmara afirma que o assunto já vinha sendo tratado internamente com seriedade e que buscava agilizar os procedimentos necessários.
A suspeita ganhou ainda mais repercussão após a localização de um objeto escondido em uma canaleta próxima ao ar-condicionado de um dos gabinetes da Câmara. O equipamento estava envolvido em fita isolante preta e possuía bateria e um pequeno microfone acoplado, levantando suspeitas de monitoramento clandestino de áudio.
Após a descoberta, a Polícia Civil foi acionada, apreendeu o aparelho e abriu investigação para identificar quem instalou o objeto, há quanto tempo ele estava no local e se conversas dentro do Legislativo municipal teriam sido gravadas ilegalmente.
Diante do caso, a Câmara também passou a buscar uma empresa especializada em detector de câmeras e escutas clandestinas para realizar uma inspeção técnica completa em toda a estrutura da Casa de Leis.




