Em publicação nas redes sociais, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro criticou o posicionamento do governo Lula diante dos ataques promovidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A nota foi divulgada em sua conta oficial no Twitter, e o conteúdo foi acompanhado de críticas contundentes à política externa brasileira.
"O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo", escreveu Flávio Bolsonaro, destacando o caráter negativo, em sua visão, do alinhamento do país.
Na nota, o senador ressaltou que o Irã "não é um ator neutro no cenário internacional" e listou ações do regime que, segundo ele, justificariam a intervenção militar: "Trata-se de um governo que financia e apóia organizações terroristas, que grita publicamente ‘morte à América’, que defende abertamente ‘varrer Israel do mapa’ e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região".
O pré-candidato também afirmou que o Brasil deve manter distância de conflitos regionais, mas sem apoiar regimes que considera violentos: "O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico".
Por fim, Flávio Bolsonaro manifestou solidariedade a aliados do Brasil no Oriente Médio e defendeu cautela na política externa: "Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente. Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento".




