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Política Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 22:03 - A | A

Quarta-feira, 01 de Abril de 2026, 22h:03 - A | A

Trump afirma que objetivos da guerra contra o Irã estão próximos de serem concluídos

Segundo o presidente dos EUA, meta era destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país e impossibilitar que o regime exercesse seu poder militar fora de seu território. Ele declarou que vai passar a atacar alvos da infra-estrutura de ener

Da Redação

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede de TV nesta quarta-feira (1º) sobre a Guerra do Irã, dizendo que os objetivos militares do país estão perto de serem atingidos.

"Tenho o prazer de informar que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Nós vamos terminar o trabalho, e vamos terminar logo", ele declarou, de pé em frente a um púlpito na Casa Branca.
Veja os principais pontos do discurso de Trump:

Segundo o presidente dos EUA, os objetivos eram destruir a capacidade de Teerã realizar um ataque contra os EUA e impossibilitar que o regime exercesse seu poderio militar fora de seu território.
Trump também declarou que vai atacar alvos da infra-estrutura de energia iraniana daqui pra frente:
""Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram", afirmou o republicano.
Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante corredor que escoa o petróleo do Golfo Pérsico e fechado pelo Irã, Trump foi evasivo. Ele sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.
"Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", disse o presidente americano.
O republicano criticou recentemente os líderes europeus por se recusarem a enviar navios militares para uma operação intensiva que mantivesse Ormuz aberto à revelia de Teerã. Na avaliação dos países do continente, esse problema foi criado por EUA e Israel, e não compete a eles colocar seus soldados dentro do teatro de operações.

Apesar de ter trazido a Venezuela para zona de influência e garantido o país como fonte de petróleo, os preços do barril têm subido pelo mundo, dentro e fora dos EUA.

 

Guerra impopular
Trump enfrenta um eleitor norte-americano cauteloso com a guerra e índices de aprovação em queda.

Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira (27) a domingo (29), 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os EUA deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo.

As pesquisas de opinião pública mostram que a guerra é amplamente impopular, principalmente entre os eleitores independentes, e aliados de Trump têm pedido que o governo apresente aos eleitores uma justificativa mais clara e consistente para o conflito.

Trump e seus assessores vêm oferecendo explicações e cronogramas variáveis para o conflito, agora em sua quinta semana.

Se ele convencer os eleitores de que a guerra tem prazo limitado e está perto do fim, isso poderá ajudar a aliviar as preocupações crescentes entre os norte-americanos, a maioria dos quais se opõe ao conflito e muitos dos quais estão frustrados com o aumento dos preços da gasolina devido a interrupções no fornecimento global de petróleo.

Criticas à OTAN
Em entrevista à Reuters mais cedo, Trump disse que também expressaria seu descontentamento com a OTAN pelo que ele considera a falta de apoio da aliança aos objetivos dos EUA no Irã.

Um racha transatlântico durante o segundo mandato de Trump se aprofundou depois que os aliados europeus rejeitaram seu pedido para ajudar a manter a passagem segura do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que estava "absolutamente" considerando retirar os EUA da Otan, uma organização cujo tratado foi ratificado pelo Senado dos EUA em 1949.

Trump acrescentou que, embora os EUA saíssem do Irã "muito rapidamente", os militares poderiam retornar para "ataques pontuais", conforme necessário.

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