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Política Sábado, 09 de Maio de 2026, 09:20 - A | A

Sábado, 09 de Maio de 2026, 09h:20 - A | A

Trump minimiza ataque do Irã como 'tapinha do amor' para manter cessar-fogo

Pressionado internamente para encerrar a guerra, presidente americano recorre à retórica suave enquanto aguarda resposta do Irã ao plano de paz

Da Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimiza a série de agressões entre seu país e o Irã como “um tapinha de amor”, assegurando que a trégua acordada há um mês pelos dois países não foi violada, nem está sob risco.

Embora os ataques testem repetidamente os limites do cessar-fogo, o presidente indica que necessita, com urgência, de um acordo para sair definitivamente da guerra contra o regime islâmico, e não de sua prorrogação.

O Irã lançou, nesta quinta-feira (7), mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz, que foram interceptados e, segundo o presidente, “caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo”.

 A retórica suave para reafirmar que o frágil cessar-fogo ainda está em vigor é incomum a Trump, demonstrando o quanto ele está pressionado pelas consequências significativas da guerra para o seu governo: gastos militares bilionários, aumento dos preços da gasolina, inflação alta e a impopularidade da Operação Fúria Épica entre os americanos.

A expressão “tapinha de amor”, para descrever o impacto dos ataques retaliatórios do Irã, foi utilizada pelo presidente em conversa por telefone com a jornalista Rachel Scott, da ABC News, e acabou sendo ironizada nas redes sociais.

“Em que momento as trocas de tiros durante um cessar-fogo constituem o fim ou a violação do referido cessar-fogo? Qual é o limite?”, perguntou o colunista John Haltiwanger, colunista da “Foreign Policy”. "Eu também nunca ouvi alguém usar a expressão ‘tapinha de amor’ sem ser o tipo do cara que bateria na esposa”, afirmou o jornalista e consultor Adam Cochram.

Os EUA se concentram em desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. No fim de semana, o presidente anunciou um plano, denominado Projeto Liberdade, para escoltar navios mercantes paralisados no estreito.

Estima-se que duas mil embarcações e 20 mil marinheiros estejam retidos na região e enfrentam falta de suprimentos.

Os ataques recomeçaram e a escolta militar suscitou temores de uma escalada do conflito. Além disso, o prazo de 60 dias estipulado por lei para o governo americano prosseguir a guerra sem a autorização do Congresso expirou na semana passada.

Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, se valem do cessar-fogo como argumento para assegurar a legalidade do conflito.

Um dia após o anúncio, Trump determinou a suspensão temporária do Projeto Liberdade, atribuído a um pedido do Paquistão, que atua como mediador para obter um acordo com o Irã.

O regime analisa uma proposta de paz enviada pelos EUA, mas os sinais de otimismo pela perspectiva de um acordo se dissiparam com os novos ataques entre os dois países, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reagiu com irritação, afirmando que o regime não cederá à pressão.

“Sempre que uma solução diplomática é possível, os EUA optam por uma aventura militar imprudente. Seria uma tática de pressão grosseira? Ou o resultado de um sabotador enganando mais uma vez e levando-o a outro atoleiro?”, criticou.

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