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Política Sábado, 02 de Maio de 2026, 17:59 - A | A

Sábado, 02 de Maio de 2026, 17h:59 - A | A

Centrais Sindicais

Atos das Centrais mobilizam trabalhadores pelo fim da escala 6 por 1 e menos juros, no primeiro de Maio

Da Redação

Centrais Sindicais, trabalhadores, representações políticas e de movimentos sociais, entidades de juventude e do movimento de mulheres celebraram nesta sexta-feira, 1º de Maio, o Dia do Trabalhador.

As centrais realizaram as principais manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, defendendo pautas comuns como o fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho sem corte salarial, queda dos juros, mais empregos e defesa do desenvolvimento do país, ­da soberania e da democracia.

CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL (CTB)

Logo pela manhã, a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) reuniu centenas de trabalhadores na Praça Franklin Roosevelt, no Centro da capital paulista. Lembrando que a luta pela redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora de acordo com a realidade de cada período, o presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou a importância “do fim da escala 6×1 e redução da jornada sem redução salarial como uma reivindicação justa, para que os trabalhadores possam viver mais e melhor”.

Foto: CTB

Adilson Araújo, presidente da CTB. Foto: CTB

Adilson Araújo, presidente da CTB

“(...) O nosso lado não é o lado da Faria Lima, e sim o lado do povo. Não é de um lambe-botas do imperialismo, como Gabriel Galípolo, que só satisfaz os interesses do ‘deus’ mercado. Não podermos engolir uma taxa de juros de 14,5%. Isso é menos consumo, é menos alimento, é menos recurso para a educação e para a saúde”, ressaltou o dirigente.

FORÇA SINDICAL

Celebrando o 1º de Maio com um grande encontro no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, defendeu o fim da escala 6×1, e pediu mais diálogo com os trabalhadores de todos os setores econômicos para combater a chamada pejotização. “Na prática, o trabalhador PJ segue trabalhando para alguém, mas sem os direitos da CLT”, afirmou.

Ele também defendeu a mobilização da classe trabalhadora para reeleger o presidente Lula, e exaltou a política do governo em prol dos trabalhadores, como “a lei de igualdade salarial e a valorização do salário mínimo”. Segundo ainda Torres, “o Congresso não representa os trabalhadores”.

Foto: metalurgicos.org.br

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)

Com o lema “Nossa luta transforma vidas”, a CUT promoveu o 1º de Maio no ABC Paulista, que teve início na manhã desta sexta (1º de Maio), no paço municipal de São Bernardo do Campo (ABC), com discursos a favor da redução da jornada de trabalho.

O presidente da Central, Sérgio Nobre, reforçou o caráter histórico e de luta do 1º de Maio, lembrando que é um momento de rememorar conquistas que “nunca vieram por dádiva” e de reforçar e planejar as novas lutas.

O sindicalista falou da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, ressaltando que “a escala 6×1 é mais do que uma escala, é discutir projeto de vida”. “O trabalhador precisa de tempo para a família, para saúde, lazer, cultura e para a sua própria formação. O trabalho é central, mas não pode impedir a vida”, disse.

Nobre também defendeu a regulamentação dos trabalhadores por aplicativos de forma a garantir direitos mínimos, cobertura previdenciária e remuneração decente à categoria.

Foto: Reprodução

Sérgio Nobre, presidente da CUT

Sérgio Nobre, presidente da CUT

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