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O escândalo da aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ganhou contornos revoltantes. O que mais chama a atenção na publicação do Diário Oficial, nesta quinta-feira (2/4), não é apenas a manutenção de todos os privilégios financeiros, mas a velocidade com que a Polícia Militar se mobilizou para aprovar o benefício.
A corporação literalmente correu contra o tempo nos bastidores para conseguir aposentar o oficial, ignorando completamente a gravidade da situação. A concessão do benefício tramitou a jato e foi concluída em tempo recorde, um cenário que destoa da conhecida lentidão burocrática estatal.
Enquanto a papelada voava nas mesas, Geraldo já se encontrava preso preventivamente e formalmente denunciado à Vara do Júri por feminicídio e fraude processual. Mesmo com as provas de que ele cometeu um crime contra a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, e tentou forjar um suicídio para escapar da culpa, o sistema operou com agilidade.
Inúmeras pessoas ficaram revoltadas nas redes sociais, pontuando que, se a expulsão do militar saísse antes, ele perderia a farda e o salário. Com o “vapt-vupt” da aposentadoria, o tenente-coronel garantiu que sua conta bancária continue intacta todo mês, não importa o tempo que passe atrás das grades.




