O atacante Gabigol foi apresentado pelo Santos nesta segunda-feira. Ele chegou do Cruzeiro por empréstimo com opção de compra ao final da temporada. Ídolo no Flamengo após diversos títulos — entre eles duas Libertadores, as quais marcou os gols da decisão — o jogador foi perguntado sobre realizar comemorações contra o ex-time, caso marque um gol no rubro-negro, e deixou claro que irá celebrar se for 'desrespeitado'.
A cobrança ocorreu por conta das comemorações do jogador contra o Santos, na época em que atuou pelo Flamengo e Cruzeiro. Foram oito gols em 12 partidas contra o Peixe.
— Comemorar gol é algo especial. Se me xingarem, se me tratarem da maneira que eu não acho correta, eu vou comemorar, sim. Sem problema nenhum. Lógico que a torcida vê o lado dela, mas também me xingaram muito aqui (no Santos). Então faz parte, a pressão é normal no futebol. Se eu me sentir desrespeitado, é óbvio que vou comemorar — diz o jogador.
O atacante ressaltou que a comemoração é uma resposta sua aos desrespeitos sofridos, embora considera ter errado em algumas decisões.
— Eu sou um jogador que respeito todos os clubes, como sempre respeitei o Santos. Eu não sou o tipo de jogador que leva desaforo para casa, às vezes erro com isso. Mas sempre tratei o Santos, o Flamengo com muito respeito, sempre vou tratar o Cruzeiro com muito respeito.Perguntado sobre as expectativas no Santos, ele foi direto: chega para recuperação.
Mas deixou em aberto as expectativas sobre surpreender na temporada, assim como ocorreu com o Cruzeiro.
— Claro que a torcida sempre quer títulos, quer ver o Santos brigando, e é o que a gente quer. Mas também temos que entender o momento, de reconstrução, como aconteceu comigo no Cruzeiro. Se em janeiro falasse que o Cruzeiro iria ficar onde ficou, com chance de títulos, parando na semifinal da Copa do Brasil e indo para a Libertadores, parecia uma loucura. Foi reconstrução muito boa, pude ajudar muito nisso. Agradeço ao Cruzeiro pela oportunidade e também de estar aqui. O Santos é a mesma coisa. É uma reconstrução, buscar viver o nosso DNA novamente. Na minha opinião, o mais importante é na Vila. Na Vila ninguém pode vir aqui achar que pode ganhar da gente.
No sábado a gente já espera o estádio lotado para poder buscar mais uma vitória.
O jogador também diz que sonha com uma convocação para a seleção brasileira, mesmo que saiba que é um desejo difícil de realizar no momento.
— É claro que é um sonho estar na Seleção, sempre vai ser um objetivo até o momento que eu encerrar minha carreira. Mas creio eu que o meu momento não condiz com isso. Mas também não é impossível. Vim para o Santos. Como eu falei no treino, minha Seleção vai ser o Santos. Talvez eu precise mais do Santos, do que o Santos de mim. A gente está aqui para poder ajudar o Neymar a estar muito bem, dentro e fora de campo. A gente conversou quando ficou tudo certo. Realmente a gente está muito feliz de compartilhar o vestiário, o campo. Na Seleção foi muito rápido, e agora a gente vai poder viver perto. A gente está muito feliz de estar juntos de novo.



