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Esportes Quinta-feira, 30 de Abril de 2026, 12:08 - A | A

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Shakhtar Donetsk chega à semifinal da Conference League com elenco formado por 12 brasileiros

Equipe conta com 12 'brasucas' na equipe

Da Redação

O Shakhtar Donetsk, próximo adversário do Crystal Palace na semifinal da Conference League, construiu sua identidade a partir de uma fórmula testada e aprovada ao longo de mais de duas décadas: a solidez defensiva europeia somada ao talento ofensivo brasileiro. Sem jogar em seu estádio desde os primeiros ataques à Ucrânia em 2014, o clube se reinventou e mantém viva a tradição de ser uma das principais vitrines do futebol sul-americano para o Velho Continente.

O time comandado por Arda Turan chega à semifinal após eliminar o AZ Alkmaar com uma atuação de gala. Na vitória por 3 a 0 no jogo de ida, os três gols foram marcados por brasileiros: dois de Alisson Santana, ex-Atlético-MG, e um de Pedrinho, ex-Corinthians. O desempenho comprova a eficácia de uma estratégia que o clube persegue desde 2004 e que faz do Shakhtar um caso único no futebol europeu.

47 jogadores, 15 anos e uma "ponte" para o sucesso na Europa
A relação entre o Shakhtar e o Brasil é antiga e lucrativa. Desde 2002, o clube ucraniano já contratou 47 jogadores brasileiros, que juntos ultrapassaram a marca de mil gols com a camisa laranja e preta. Nomes como Fernandinho, Willian, Douglas Costa e Fred despontaram para o estrelato em Donetsk antes de brilharem em gigantes como Manchester City, Chelsea, Bayern de Munique e Manchester United. O diretor de futebol do clube, Dario Srna, explica que a fórmula é simples e foi lapidada com o tempo.

— Esse processo começou em 2003 e 2004. O primeiro foi Brandão, depois Matusalém. Percebemos rapidamente que estávamos nos saindo muito bem com jogadores brasileiros. A estratégia era clara: uma estrutura defensiva ucraniana e europeia, um meio-campo misto e o talento brasileiro no ataque. Mantivemos essa estratégia desde 2004 até hoje — revelou Srna em entrevista à "Flashscore".

O dirigente também citou os resultados práticos: a maiorida dos brasileiros que passaram pelo clube seguiram para times de ponta, o que solidificou o Shakhtar como um trampolim natural para o topo do futebol mundial.

Brasileiros são destaques do Shakhtar Donetsk
Atualmente, o elenco conta com 12 brasileiros, a maioria com menos de 23 anos. Em um futebol marcado por transações milionárias, o Shakhtar voltou a investir pesado em promessas. O clube desembolsou 14 milhões de euros por Alisson Santana e 12 milhões por Luca Meirelles, ex-Santos.

O time que enfrenta o Crystal Palace tem a cara dessa nova geração. Na lateral, Vinicius Tobias, ex-Inter. No meio, Isaque Silva, ex-Fluminense, e Marlon Gomes, ex-Vasco. No ataque, além de Pedrinho, destaque na temporada com oito gols e nove assistências, surgem Kauã Elias (ex-Fluminense) e Eguinaldo (ex-Vasco). A força do quinteto ofensivo fica evidente nos números: o atacante Luca Meirelles balançou as redes nove vezes em apenas 22 jogos desde sua chegada.

O presidente do clube, Rinat Akhmetov, e o técnico Arda Turan seguem a filosofia implantada pelo lendário Mircea Lucescu: escalar sete brasileiros no time titular, como ocorreu contra o AZ, e dar tranquilidade aos jovens para que se desenvolvam sem a pressão imediata de resultados.

Clube sofre "exílio" devido à guerra
Apesar do sucesso dentro de campo, o contexto fora dele é de guerra. O Shakhtar não joga em Donetsk há mais de 11 anos. A Donbass Arena, construída para a Eurocopa de 2012 e com capacidade para mais de 50 mil pessoas, foi bombardeada e permanece fechada.

Atualmente, o clube manda seus jogos na capital Kiev ou em Lviv quando atua no campeonato nacional. Já as partidas das competições europeias, como a semifinal contra o Crystal Palace, ocorrem em Cracóvia, na Polônia, a mais de 860 km da Ucrânia.

O CEO do Shakhtar, Sergei Palkin, afirmou à "Reuters" que a campanha europeia representa muito mais que um feito esportivo.

— Mesmo alcançar a semifinal já é uma grande conquista por causa das circunstâncias em que vivemos. Não se trata apenas de resultados esportivos, trata-se de sobrevivência, responsabilidade e estabilidade. Perdemos nossa casa, mas não perdemos nossa identidade — declarou Palkin.

— Nossos jogos e os resultados positivos trazem emoções positivas para eles. E para nós, essa é a maior recompensa que podemos dar — completou o dirigente.

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