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Política Sábado, 14 de Março de 2026, 06:36 - A | A

Sábado, 14 de Março de 2026, 06h:36 - A | A

Emanuelzinho ameaça deixar MDB e critica aproximação com o PL

Deputado diz que guinada do MDB em MT para perto do PL gera desconforto e admite saída para outro partido na atual janela partidária.

Da Redação

O deputado federal Emanuelzinho (MDB) admitiu que pode deixar o partido durante a atual janela partidária em meio a divergências internas e à aproximação do MDB com o PL em Mato Grosso. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa em um evento sobre a integração de novos consórcios municipais ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).

Segundo o parlamentar, o atual posicionamento do partido no Estado tem gerado desconforto para defender pautas que considera prioritárias. “O MDB está dando uma guinada para um campo político próximo do PL, que é um campo onde eu não me sinto confortável para defender as pautas que eu defendo, como justiça tributária, combate à violência doméstica, ao feminicídio e ao racismo estrutural”, afirmou.

Apesar das críticas, Emanuelzinho disse que ainda pretende dialogar com a presidente estadual do MDB, a deputada estadual Janaina Riva, antes de tomar uma decisão definitiva sobre o futuro político. “Eu devo ter uma conversa com a deputada Janaina Riva para organizar como vai ser o posicionamento do MDB em Mato Grosso. Hoje eu não quero trabalhar com personalismo, quero trabalhar com projeto para Mato Grosso e para o país”, declarou.

O deputado afirmou que a permanência na legenda dependerá da liberdade para defender as pautas que considera importantes. “Se eu tiver liberdade para defender as pautas que eu acredito, é uma possibilidade de eu ficar no MDB. Agora também tem que ver se o MDB me quer. Se houver alinhamento, quem sabe a gente pode ficar”, disse.

Entre os possíveis destinos partidários, Emanuelzinho citou o Partido Social Democrático como uma alternativa viável. Segundo ele, a sigla apresenta afinidade com as posições que defende. “O PSD é um partido com o qual tenho alinhamento, tenho afinidade e tenho liberdade. Tenho dialogado com os dois partidos, mas quero estar onde eu tiver a maior capacidade de representar o povo de Mato Grosso”, afirmou.

O parlamentar também mencionou articulações com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando ações voltadas ao agronegócio e investimentos no Estado.

Ao analisar a disputa eleitoral de 2026, Emanuelzinho afirmou que o PSD atualmente demonstra maior organização para a formação de chapas competitivas para a Câmara Federal. “O PSD aparentemente tem hoje uma chapa mais sólida para deputado federal. No MDB ainda não senti essa firmeza após a possível saída do deputado Juarez Costa”, disse.

Mesmo com as críticas, ele ressaltou que mantém respeito pela história da sigla. “O MDB é grande, tem história e não pode ficar dependendo de deputado A ou B. Tenho carinho pelo partido e pela sua participação na história política do país”, afirmou.

Reeleição sem Emanuel Pinheiro

Questionado sobre a disputa pela reeleição sem ter o pai, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, como cabo eleitoral direto, Emanuelzinho classificou o cenário como desafiador, mas disse confiar no trabalho realizado. “O prefeito Emanuel sempre foi um forte cabo eleitoral, é meu pai, continua me ajudando, mas eu tenho meus próprios caminhos e minhas próprias ideias”, declarou.

O deputado também criticou a gestão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. “Temos uma posição forte contra o prefeito Abilio Brunini, que está perdido na Capital, não tem noção do que está fazendo, a cidade está bagunçada e nós estamos procurando ajudar”, afirmou.

Segundo Emanuelzinho, ele tem buscado recursos federais para Cuiabá, incluindo emendas parlamentares e repasses voltados à área da saúde. “O prefeito Abilio recebe cerca de R$ 6 milhões por mês do Governo Federal para custear a saúde. Isso foi articulado por mim e pelo ministro Alexandre Padilha”, disse.

Cenário político em Mato Grosso

Ao comentar o cenário político estadual, o deputado avaliou que o crescimento de prefeitos alinhados à direita nas principais cidades do Estado não será determinante para o resultado das próximas eleições. “O voto hoje está muito solto. As estruturas das prefeituras ajudam, mas não são decisivas como antigamente”, concluiu.

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