A inflação crescente e a pressão popular contra a guerra no Irã estão forçando líderes europeus a reconsiderarem seu alinhamento com os EUA e confrontarem Donal Trump. A crise energética, exacerbada pelo conflito, impactou severamente a economia europeia, levando a protestos e a uma reavaliação das alianças políticas. Governo, antes próximos de Trump, agora buscam distanciar-se para preservar estabilidade interna e evitar desgastes eleitorais.
Os protestos na Europa e no mundo ganharam força após ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com manifestantes que geraram grandes manifestações em cidades europeias, expressando oposição à guerra e ao regime dos aiatolás.
Disparada dos preços
Na feira de Aligre, quem quer comprar lula não encontra. Nas barracas sob o sol da primavera, os moradores do bairro popular de Paris pechincham morangos, aspargos e alcachofras, frutas e verduras da estação, mas, nas peixarias, os efeitos da guerra no Oriente Médio impõem limites. A disparada dos preços da energia impactou fortemente a indústria da pesca. As lojas não conseguem repor estoques, e o que está à venda ficou muito mais caro.
A inflação nos países da Europa e a pressão da população contra a guerra fizeram líderes europeus recalcularem a rota e confrontarem o presidente americano, Donald Trump. Ao gerar problemas de política interna, a guerra contra o Irã passou a ameaçar sua sobrevivência política.
Muitos governos, mesmo aqueles que antes eram os mais próximos de Trump, entenderam claramente que o apoio político e a proximidade com os EUA representam uma espécie de suicídio eleitoral. Apoiar esta guerra é perigoso, tanto do ponto de vista econômico quanto intelectual, para todos os governos europeus.
Agora que a conta foi apresentada e o custo político parece alto, todos fazem questão de mostrar publicamente que não têm nada a ver com o conflito que destrói vidas em lugares distantes, mas também afeta o cotidiano do continente europeu.




