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Política Domingo, 03 de Agosto de 2025, 09:44 - A | A

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Ingerimos o equivalente a um cartão de crédito por semana de micropláticos, que ameaçam à saúde

Partículas microscópicas estão por toda parte: na água que bebemos, no ar que respiramos nos alimentos que comemos e representam riscos à saúde

Da Redação

Estamos ingerindo por semana, em média, 5 gramas de microplásticos, o equivalente à massa de um cartão de crédito. Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista cientifica “Physics of Fluids”. São 16 pedaços de microplásticos por hora que entram no nosso corpo, aproximadamente 20 gramas por mês e até 250 gramas por ano. 

Microplásticos estão por toda parte: na água que bebemos, no ar que respiramos nos alimentos que comemos. Medindo entre 1 e 5 milímetros, essas pequeníssimas partículas já foram detectadas em vários tecidos e órgãos humanos, como pulmões, coração, ossos e útero e a´te placenta e no sêmen.

Os microplásticos podem se apresentar em diversas formas, como fibras, fragmentos, esferas, filmes, flocos e espumas. As partículas entram no nosso corpo principalmente pela boca e pelo nariz. E também podem ser absorvidas por meio da pele, cosméticos ou plásticos de uso cotidiano.

O cenário é especialmente complicado porque produzimos muito, mas reciclamos pouco. Somente 9% de todo o plástico feito no mundo é reciclado. No Brasil, que produz 11,4 milhões de toneladas por ano, esse índice é ainda menor, de apenas 1,3%.

E mais: segundo relatórios de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), a poluição por plásticos, que incluem os microplásticos, representa a segunda maior ameaça ambiental do planeta, atrás apenas das mudanças climáticas.

Foto: Rhiphotoandilustration/Freepik

Micropláticos: quase onipresentes, partículas já foram identificadas em várias partes do corpo humano

Micropláticos: quase onipresentes, partículas já foram identificadas em várias partes do corpo humano

“O microplástico consegue penetrar pela mucosa intestinal ou pela mucosa pulmonar, atinge a circulação sanguínea, atinge os vasos e no sistema imunológico ele vai causar uma perturbação das defesas, fazendo com que haja algumas doenças relacionadas a isso, tais como um aumento de asma, porque facilita uma maior exposição aos alérgenos, uma maior frequência de problemas de pele como a dermatite atópica”, detalha Emanuel Sarinho, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Foto: Arquivo Pessoal

Presidente vitalício da Asbai, Emanuel Sarinho

Presidente vitalício da Asbai, Emanuel Sarinho

“A longo prazo, o microplástico pode fazer com que haja fibrose no pulmão, ajudando a agravar o enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica e também predispor ao aparecimento de doenças crônicas. Há quem diga que esses nanoplásticos podem estar relacionados também com o aumento das doenças neurodegenerativas e das doenças neurológicas e neuropsiquiátricas que estão acontecendo nos dias atuais”, discorre o representante da Asbai.

A fragmentação faz com que os microplásticos sejam transportados pela chuva para os rios e para os oceanos, acumulando-se em manguezais ou bancos de algas marinhas antes de chegarem ao mar. 

“A contaminação pode ocorrer por via aérea, através da própria atmosfera, pode ser tomando água com microplástico ou alimentos contaminados por microplástico. Produtos que foram industrializados, nem que seja no momento do engarrafamento, têm partículas de microplástico”, detalha Mário Bartella, professor da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE).

A ASBAI ELENCA COMO PODEMOS ATUAR:

·        Usar sacolas reutilizáveis, copos e talheres duráveis

·        Evitar embalagens plásticas sempre que possível

·        Optar por roupas de fibras naturais (algodão, linho)

·        Escolher cosméticos sem microesferas plásticas

·        Preferir embalagens biodegradáveis

·        Utilizar filtros que retêm partículas pequenas

·        Evitar garrafas plásticas descartáveis

·        Limpar com pano úmido para reduzir poeira com microplásticos

·        Proibição de plásticos de uso único

·        Incentivo à economia circular

·        Criação de normas sobre rotulagem e controle de microplásticos

·        Investimento em educação ambiental

·        Redução do uso de plásticos em embalagens

·        Implementação de materiais biodegradáveis

·        Logística reversa para reciclagem 

Fonte: Folha de Pernambuco

 

 

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