O governador Mauro Mendes comentou o cenário de congestionamentos e interdições provocados pelas obras do BRT em Cuiabá e admitiu o descontentamento popular.
“A população tem razão de ficar chateada”, afirmou, ao ser questionado sobre o impacto das intervenções no trânsito da Capital.
Segundo ele, as empresas responsáveis pelas obras têm encontrado imprevistos no subsolo, como redes de água, esgoto e drenagem que não estavam mapeadas. Um dos pontos citados foi a região da trincheira da Avenida Miguel Sutil, onde, de acordo com o governador, surgiu uma nova complicação.
Mauro mencionou uma correspondência do consórcio responsável pelo antigo VLT de Cuiabá, reconhecendo falha técnica e indicando que o viaduto existente precisaria ser demolido.
“Olha que surpresa nova”, ironizou.
O governador também atribuiu parte dos atrasos à escassez de mão de obra. Segundo ele, Mato Grosso registra cerca de 2,2% de desemprego, o que dificultaria a contratação de trabalhadores para os canteiros.
“Todas as nossas obras estão com dificuldade”, disse, ao defender que a população tenha “um pouco de paciência”.
Em tom direto, completou: “Se fazer obra incomoda tanto, vamos conviver com problema pro resto da vida.”
Questionado se o BRT pode se tornar um ponto vulnerável em eventual disputa ao Senado, respondeu sem hesitar: “Pode falar o que quiser, eu não tenho medo disso.”
Enquanto o cronograma avança entre ajustes e justificativas, motoristas seguem enfrentando o impacto diário das intervenções nas principais vias da Capital.




