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Política Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 05:00 - A | A

Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 05h:00 - A | A

Por causa do juro do BC 73 milhões não conseguem pagar as contas, aponta Dirigentes Lojistas

Juro absurdo eleva inadimplência e deixa famílias sem renda e crédito, o que impacta diretamente no comércio e setor de serviços

Da Redação

O Brasil atingiu a marca de 73,7 milhões de consumidores inadimplentes em fevereiro deste ano, segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), junto com o SPC Brasil, divulgada nesta última segunda-feira (16/3). Os devedores correspondem a 44,11% da população adulta brasileira.

Os indicadores de inadimplência voltaram a disparar no país devido ao elevado nível da taxa básica de juros da economia (Selic), definida pelo Banco Central (BC). Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa básica de juros subiu de 10,5% para 15%, patamar em que foi mantido até os dias atuais pelo BC. A manutenção dos juros altos tem contribuído para a piora das condições financeiras das empresas e famílias.

O presidente da CNDL, José César da Costa, afirma que “o avanço da inadimplência reflete o cenário desafiador que o brasileiro enfrenta para equilibrar o orçamento doméstico”. “O consumidor inadimplente perde seu poder de compra e, por consequência, retira-se do mercado de consumo. Sem crédito e com a renda corroída, o consumo das famílias trava, o que impacta diretamente no dinamismo do comércio e de todo o setor de serviços, retardando a recuperação econômica do país”, completou.

Na sondagem da CNDL, mostra que, em fevereiro de 2026, a dívida média por inadimplente era de R$ 4.992,43, e cada devedor devia, em média, para 2,29 empresas. Além disso, quase três em cada dez consumidores tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 42,51% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.

Por setor, as dívidas se concentram majoritariamente com os bancos, sendo 66,22% do total. Na sequência, aparece Água e Luz (10,56%), o setor de Outros com 9,04% e Comércio com 8,67% do total de dívidas.

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