O PT usará, nas próximas semanas, seu tempo de inserção de propaganda partidária no rádio e na TV para atacar seu principal rival até o momento, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A expectativa da base é que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva comece a apresentar resposta aos ataques que vem recebendo de Flávio Bolsonaro a deste mês de abril.
A estratégia do partido deu uma guinada depois que as pesquisas apontaram Lula estacionado e Flávio Bolsonaro crescendo. O último levantamento Genial Quaest, divulgado em 11 de março, mostrou ambos empatados em um eventual segundo turno, com 41% dos votos.
Antes, no levantamento realizado em fevereiro, Lula aparecia com 43% e Flávio Bolsonaro com 38% dos votos em um eventual segundo turno.
As ofensivas contra Flávio Bolsonaro fazem parte de uma estratégia que engloba redes sociais e trabalho de base em algumas cidades com eleitorado estratégico para o partido, segundo informou uma fonte sob condição de anonimato.
No último dia 17, a cúpula do PT lançou uma resolução formalizando sua mudança estratégica para as eleições e associando o filho do ex-presidente a ameaça de continuidade de um "projeto político baseado no ataque à democracia".
O documento, aprovado pela Executiva Nacional, dá algumas pistas sobre os alvos dos ataques contra Flávio Bolsonaro. Menciona, por exemplo, o esquema das "rachadinhas", quando parlamentares se apropriam de dinheiro destinado a pagar salários de assessores. O caso foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021.
O PT também menciona a atuação de Flávio Bolsonaro como senador.




