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Variedades Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025, 21:53 - A | A

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Brasil avança rumo à eliminação da transmissão vertical do HIV e busca reconhecimento da OMS

País avançou rumo para obter esse tipo de certificação internacional na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS)

Da Redação

O Brasil deu um passo histórico no combate ao HIV ao solicitar à Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da transmissão vertical, ou seja, quando o vírus passa de mãe para filho. Mas, afinal, de que forma ocorre a transmissão e como o país conseguiu reduzir tanto os índices?

Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, o país registrou menos de 2% de casos de transmissão vertical e a taxa de incidência de HIV em crianças foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, número considerado muito baixo pela OMS.

“Esse resultado é fruto de um pré-natal mais completo e da evolução das medicações, que hoje são mais seguras e eficazes. Além disso, os remédios estão disponíveis gratuitamente em todo o país”, destaca Ricardo Kores, médico infectologista.

O certificado de eliminação não significa que não haverá mais casos, mas comprova que o Brasil conseguiu estabelecer um controle efetivo sobre a transmissão.

O que é a transmissão vertical do HIV?

A chamada transmissão vertical acontece quando o HIV é passado da mãe para o bebê em três momentos possíveis:

durante a gravidez, quando o vírus atravessa a placenta;

no parto, por conta da troca de sangue;

e no período perinatal, através da amamentação.

“Hoje temos tratamentos extremamente seguros e eficazes, que reduzem a quantidade de vírus no corpo da mãe a níveis indetectáveis. Nessa condição, a gestante não transmite mais o vírus ao bebê", explica o infectologista.

Nem toda mãe transmite o vírus

Avanços no tratamento mudaram completamente esse cenário. Hoje, mulheres que vivem com HIV podem ter filhos sem transmitir o vírus, desde que façam acompanhamento médico e sigam corretamente a medicação.

“Temos tratamentos extremamente seguros e eficazes. Eles reduzem a quantidade de vírus no corpo da mãe a níveis tão baixos que chamamos de indetectáveis. Nessa condição, a gestante não transmite mais o HIV ao bebê”, explica Ricardo Kores.  

Qual é o papel do pré-natal?

Um dos pilares para alcançar a redução está no pré-natal, oferecido gratuitamente pelo SUS e com protocolos reconhecidos internacionalmente.

“Descobrir cedo é essencial para iniciar o tratamento e chegar à carga viral indetectável. Por isso, o pré-natal é tão importante e precisa ser feito de forma contínua”, reforça o médico.

No Brasil, gestantes passam por exames a cada trimestre, incluindo não só HIV, mas também outras infecções sexualmente transmissíveis como sífilis e hepatites.

E se a contaminação acontece?

Se a gestante chega ao parto sem ter feito pré-natal nem acompanhamento e não sabe do diagnóstico, é realizado um teste rápido na hora. Nesses casos, a mãe recebe o antiviral por via endovenosa e o bebê, logo após nascer, já recebe um xarope antirretroviral.

Depois, exames específicos confirmam se houve ou não a infecção; se o resultado for positivo, inicia-se o tratamento imediatamente.

Amamentação ainda é um ponto de debate

Enquanto alguns países permitem que mães indetectáveis amamentem, no Brasil a recomendação ainda é evitar. O Ministério da Saúde fornece fórmulas infantis gratuitamente e as mães recebem medicação para interromper a produção de leite.

“Ainda não há consenso total sobre a transmissão pelo leite materno. Aqui, a orientação é não amamentar", esclarece Kores.

 

 

 

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