Bicampeão olímpico, tricampeão mundial e oito vezes campeão da Liga Mundial comandando a seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho fez questão de valorizar a conquista da medalha de bronze na Liga das Nações, no último domingo, na China. Mas o treinador de 65 anos lembrou que a equipe nacional vive um processo de reconstrução e enfatizou a importância de não achar que o caminho já está pavimentado para novas grandes conquistas como as do passado.
– É muito importante uma medalha no primeiro torneio que essa seleção disputa, no início de um quadriênio, um time todo mudado e modificado. Mas que isso não leve a ilusões desnecessárias, expectativas grandes demais e, de forma alguma, ao relaxamento – disse Bernardinho ao sportv.
O maior desafio deste grupo que mescla veteranos, como Lucarelli e Flávio, e jovens como Darlan, Lukas Bergmann e Arthur Bento, será já no mês que vem: o Mundial das Filipinas. A competição acontecerá entre os dias 12 e 28 de setembro, em Manila. O Brasil está no Grupo H, ao lado de Sérvia, República Tcheca e China.
Para Bernardinho, a derrota na semifinal da VNL para a Polônia, em três sets, no último sábado, gerou um sentimento amargo para os jogadores e a comissão técnica da seleção. Porém, a medalha de bronze foi além do que o esperado no início da competição.
– Estamos começando um trabalho, tem ainda um amargo do primeiro set de sábado, aquela coisa de querer muito uma final. Mas, pensando lá atrás, o primeiro objetivo era se classificar para a fase final. Será que se classifica? Será que não se classifica, com tanto equilíbrio? A Eslovênia se classificou na última partida, contra a Sérvia, e acabou tirando a França (nas quartas), jogou de igual para igual contra a Itália e brigou pelo terceiro lugar. Essa é a paridade e o equilíbrio do vôlei masculino – comentou o técnico.
– A gente tem que manter os pés no chão, trabalhando muito e tendo que ser um grupo – acrescentou ele.
Com o bronze na China, a seleção brasileira masculina voltou ao pódio da Liga das Nações após quatro temporadas. A última vez havia sido com o título, em 2021. O time comandado por Bernardinho fechou a competição com apenas duas derrotas em 15 jogos: uma para Cuba na fase de classificação, quando os brasileiros ficaram com a liderança geral, e a outra para a Polônia, na semifinal.