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Esportes Quinta-feira, 16 de Abril de 2026, 10:08 - A | A

Quinta-feira, 16 de Abril de 2026, 10h:08 - A | A

Dos aplausos à discussão com torcedor: Neymar oscila em sequência na Vila

Da Redação

A atuação de terça-feira no empate por 1 a 1 contra o Deportivo Recoleta simbolizou a gangorra vivida por Neymar no Santos. E justamente em uma sequência de jogos na Vila Belmiro considerada importante no projeto pessoal do craque de ir à Copa do Mundo de 2026.

No duelo da Copa Sul-Americana, dentro das quatro linhas, o craque participou a todo momento, com bons passes e um gol marcado. Porém, fora das quatro linhas, exibiu novamente nervosismo.

No fim de semana anterior, contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão, Neymar também se apresentou muito para o jogo. Mesmo sem brilhar com um gol ou uma assistência, o meia-atacante criou oportunidades, mostrou evolução na questão física e terminou aplaudido pela vitória por 1 a 0.

Na Sul-Americana, bom início, mas fim frustrante

Diante do Recoleta, com 75% de acerto na troca de passes, Neymar circulou bem a bola na entrada da área, tentando encontrar os companheiros em boas condições. Ele chegou a deixar Gabigol na cara do gol, mas o camisa 9 desperdiçou a chance.

Antes, o camisa 10 marcou o único gol alvinegro da partida: ele iniciou a jogada, avançou até a área e aproveitou passe do companheiro de ataque para completar.

Foram ao menos seis passes importantes no jogo, com mais de 90 minutos jogados na Vila Belmiro. Neymar quase pôs tudo a perder, porém, na reta final da partida, quando sofreu uma falta e quis cobrar rapidamente, mas chutou a bola e o rival ao mesmo tempo.

O árbitro deixou passar já que o atleta estava amarelado desde os 33 minutos do primeiro tempo, por causa de uma falta em que acabou acertando o rosto do adversário em disputa na lateral.

A tentativa frustrada de "carregar" o Santos nas costas expôs um Neymar nervoso ao fim da partida. O craque discutiu com um torcedor que, em meio às cobranças pelo resultado, chamou o craque de mimado.

— Eu só reclamei, discuti e retruquei pela forma como falou comigo. Entendo os torcedores que criticam o nosso jogo, mas quando vai para o pessoal, não vou aceitar. Sou coerente, faço mais do que deveria e não posso ser tratado dessa forma — reclamou o camisa 10.

— Não estou dizendo que não posso ser criticado pelo que faço em campo, mas fora de campo não vou aceitar. Torcedor fica chateado de sair com o empate. Nós também — disse, na zona mista.

Retorno promissor

Antes de encerrar o segundo jogo na Vila Belmiro criticado e irritado com um torcedor, Neymar apresentou um comportamento promissor com a bola nos pés, depois de perder os jogos contra Flamengo e Deportivo Cuenca e permanecer uma semana no CT Rei Pelé em preparação.

Contra o Atlético-MG, embora sem um papel decisivo, o camisa 10 chamou o jogo para si e justificou os aplausos no anúncio da escalação. O craque foi o nome mais ovacionado pelos torcedores na Vila Belmiro.

O aproveitamento de passes foi abaixo, com 67% de acerto. Mas Neymar assumiu a organização ofensiva do Santos e foi quem mais finalizou no time ao lado de Gabriel Bontempo: com cinco chutes contra a meta atleticana. Nenhuma, contudo, no gol de Éverson.

 

O craque ainda sofreu cinco faltas e terminou como o nome mais caçado da equipe, e não oscilou no comportamento, como na partida diante do Remo, quando recebeu o terceiro cartão amarelo e terminou suspenso do jogo contra o Flamengo.

O desempenho rendeu elogios do técnico Cuca.

– Neymar encheu o tanque, Gabigol também. Foram bem na partida. Talvez tenha sido a melhor partida no nível competitivo e físico deles – analisou o treinador santista. 

Um mês para a convocação

Restam mais duas partidas diante do torcedor na Vila Belmiro nesta sequência encarada como decisiva para o camisa 10 se colocar na disputa por um lugar na Seleção.

Neymar terá jogos contra o Fluminense, no domingo, às 16h (de Brasília), pelo Brasileirão, e contra o Coritiba, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), pela Copa do Brasil, para mostrar mais ainda a Carlo Ancelotti.

O técnico vai divulgar a lista final de convocados à Copa do Mundo em 18 de maio. O camisa 10 vive, portanto, os últimos dias para convencer o treinador e disputar o último mundial da carreira.

Passagem pelo Santos

Da enorme festa na Vila Belmiro, com a recepção digna de um ídolo no fim de janeiro, para a discussão com um torcedor na terça-feira passada, a segunda passagem de Neymar se classifica por altos e baixos até o momento.

No início de fevereiro, Neymar fez a estreia com a camisa do Santos e empolgou com a primeira exibição diante do Botafogo-SP. O primeiro gol veio na quarta partida, na vitória por 3 a 1 sobre o Água Santa.

O craque permaneceu pouco mais de um mês fora de ação até retornar em abril para jogar contra o Fluminense, pelo Brasileirão. No jogo seguinte, diante do Atlético-MG, o camisa 10 sentiu dores, deixou o gramado da Vila Belmiro com lágrimas e ficou um mês fora por uma lesão na coxa direita.

A partir do segundo problema físico, as cobranças aumentaram. Afinal, o retorno do camisa 10 ocorreu na eliminação para o CRB, na Copa do Brasil. No Brasileirão, o Santos não ia bem, e Neymar pouco fazia a diferença antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes.

O retorno às atividades parecia promissor. O gol contra o Flamengo, que deu a vitória sobre o rubro-negro na Vila Belmiro, direcionava Neymar para a recuperação. Contudo, problemas de comportamento prejudicavam o craque, como a discussão com um torcedor na derrota para o Inter, na Vila.

O principal momento em campo veio no sacrifício. Com um problema diagnosticado no menisco, que resultou em uma cirurgia no mês de dezembro, Neymar foi decisivo para salvar o Santos do rebaixamento com seis gols e uma assistência em quatro dos cinco compromissos finais do time no Brasileirão.

A cirurgia nas férias atrasou a estreia de Neymar em 2026. Veio a renovação com o Peixe até o fim do ano, mas o primeiro jogo somente em fevereiro, contra o Velo Clube, pelo Paulistão.

Na caça por uma vaga na Copa do Mundo, o craque vem sendo preservado. Dos 22 jogos do Peixe no ano, o camisa 10 atuou em oito. São quatro gols e três assistências, números que ainda não convenceram Carlo Ancelotti a dar uma chance na Seleção.

Restam nove partidas até o italiano anunciar os 26 escolhidos para a Copa do Mundo, em 18 de maio. Dos aplausos na apresentação, agora o ídolo santista convive com vaias e cobranças em meio ao objetivo pessoal de disputar o último Mundial da carreira.

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