O escândalo provocado pelo episódio da Oi S.A. coloca Mauro Mendes sob suspeição perante a opinião pública e no centro de investigações do Ministério Público. Por outro lado, a não conclusão das obras dos hospitais regionais e os riscos de atraso na instalação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande pesam na balança para a disputa ao Senado.
Das quatro importantes obras do setor de saúde anunciadas pelo governo, apenas a do Hospital Central de Cuiabá foi concluída. As unidades de Juína, Tangará da Serra e Confresa seguem com menos da metade das edificações terminadas, o que torna praticamente impossível que sejam inauguradas em tempo hábil.
Em Mato Grosso, foram formados consórcios regionais de saúde. Juína, polo do Vale do Juruena, concentra seis municípios, com populações que somam 164.991 habitantes e 91.541 eleitores.
O consórcio de saúde da região Médio Norte, onde está sendo construído o hospital de Tangará da Serra, conta com 11 cidades, que, juntas, somam 269.888 habitantes e 190.579 eleitores.
A região abrangida pelo Consórcio Municipal Araguaia e Xingu reúne mais sete municípios, com cerca de 91 mil habitantes e 63.324 eleitores.
A assistência à saúde nos municípios dessas regiões é precária, e a não conclusão dos hospitais regionais mantém a população submetida a esse cenário, contribuindo para mortes prematuras e sequelas graves que deixam vítimas inválidas.
Por outro lado, a não conclusão das obras do BRT (Bus Rapid Transit, ou Trânsito Rápido por Ônibus) implica na continuidade dos transtornos e desconforto para uma população de 1.189.000 habitantes e 641 mil eleitores concentrados em Cuiabá e Várzea Grande.
Por fim, cabe considerar que o eleitorado dos 24 municípios dos consórcios de saúde do Vale do Juruena, Médio Norte, Araguaia e Xingu, somado ao colégio eleitoral de Cuiabá e Várzea Grande, totaliza 1.014.120 eleitores. Isso representa 38,93% dos 2.604.521 eleitores de Mato Grosso, o que pode influenciar diretamente na disputa eleitoral.




